Categoria: BLOG DA RUTH

Opinião, crônicas, histórias e poemas de Ruth Salles, que há 50 anos se dedica a criar, traduzir e adaptar poemas, histórias, peças de teatro e livros para todas as séries do ensino fundamental da Escola Waldorf Rudolf Steiner, de São Paulo. Milhares de crianças desta e de outras escolas Waldorf no Brasil, e em outros países de língua portuguesa, tiveram sua educação enriquecida pelo seu trabalho.

Sobre a oração do Pai Nosso

De fontes várias, inclusive de mim mesma.

por Ruth Salles

Desde muito jovem, imaginei o que chamamos Deus como um ponto central no espaço que, em dado momento, se expandiu doando-se a si mesmo e gerando o universo na periferia de uma imensa esfera, como se esse universo fosse o reflexo, o espelho desse Ser criador. Anos depois li, num livrinho para leigos sobre Einstein, que o universo está na periferia de uma espécie de esfera, e que ele está em expansão e depois deverá haver uma retração. Ora, isso é o mesmo que dizem os hindus a respeito de Brahma: que o universo é a sua respiração; que ele expira e depois inspira o universo. Daí, fiquei muito contente, achando que Einstein, os hindus e eu estávamos de acordo! Que jovenzinha metida eu era!

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O que contam sobre São Micael os camponeses da Normandia

Lenda francesa de uma coleção de Nora Stein

traduzida do espanhol por Ruth Salles

Há muito tempo, São Micael e o Diabo eram quase vizinhos e, numa noite de inverno, estando ambos sentados lado a lado, aborreceram-se um com o outro. Satanás vangloriou-se, dizendo que seu poder era ilimitado, e São Micael por sua vez replicou, dizendo que somente Deus era Todo-poderoso.

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Onde colocaram o verbo pôr?

por Julia de Mello e Souza

Minha saudosa prima Julia de Mello e Souza foi professora de línguas neolatinas e escreveu várias crônicas. Ia ainda escrever uma chamada “Que fim levou o fim”, mas não sei se teve tempo. É que os dicionários já aceitam a palavra “final” como substantivo, quando ela era adjetivo da palavra “fim”. No entanto, a palavra “inicial” nunca virou substantivo. Ninguém diz “No inicial do ano”. Mas… por enquanto aí está sua outra crônica, que comenta o uso errado do verbo colocar. Pois colocar é pôr num local, aliás, como copiloto – que ajuda o piloto – colocar é ajudar (em geral com as mãos) a pôr num local, como colocar o copo na pia ou o livro na estante.

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Bandeira do Brasil

Porque verde e amarela?

por Ruth Salles

Vimos tanto a BANDEIRA DO BRASIL nas Olimpíadas, que eu me pergunto: Quem sabe a quem devemos o desenho de nossa bandeira e o que significam as cores? Costumavam dizer que quem a desenhou foi José Bonifácio de Andrada e Silva, e um poeta até explicou que o verde representava as matas, e o amarelo, o ouro. Mas não foi bem assim. 

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Por que o casamento na festa de São João?

Há alguns anos atrás, eu ainda gostava de cantar nostalgicamente a modinha junina:

Desenho de lousa da prof. Beatriz Retz – Escola Waldorf Aitiara

por Ruth Salles

Mês de junho, mês de frio,
quanta folha pelo chão.
Cada uma tem um fio
que me aperta o coração.

Mês de junho, São João…
Quem me dera ser pequeno!
Que saudades do clarão
da fogueira no sereno!

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Meu Natal, minha Quaresma, caminho para a Páscoa

Reflexão…

por Ruth Salles

No Natal, nasci. Nasci para a consciência, maior a cada ano, de que sou um ser espiritual.

Mas, e agora? Agora estou plantada no mundo como uma pessoa muito enredada, muito complicada, e como vou conseguir fazer valer minha descoberta deste novo nascimento?

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Sobre ser professora no início do século XX

Simplicidades e complicações

por Ruth Salles

Minha avó materna, a professora paulista Carolina Carlos de Toledo, casou-se com o professor carioca João de Deus de Mello e Souza e era, no fim do século XIX e no início do século XX, a professora da Escola Pública de Queluz, no vale do Paraíba. Continuar lendo “Sobre ser professora no início do século XX”