Categoria: Teatro – 10 anos

Teatro para crianças de 10 anos – orientações pedagógicas

A criança de 10 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

Aos 10 anos, quase todas as crianças já passaram pela fase de estranhamento frente ao mundo, decorrente do desaparecimento do sentimento de unidade e integração com a natureza e o ambiente, o que prevalecia até por volta dos 9 anos; vislumbram agora a própria individualidade e começam a desenvolver uma fase mais harmoniosa, que deverá durar até aproximadamente os 12 anos. Estas crianças querem estar aqui e agora; muito saudáveis e ativas, sentem grande entusiasmo e curiosidade por tudo que lhes é apresentado.

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O Martelo de Thor

peça de Ruth Salles

Esta peça é uma tradução e adaptação da peça Thor e os Gigantes, de Pelham Moffat¹, que se baseia na mitologia nórdica. O martelo de Thor, que é a arma de seu poder, é roubado por um gigante e deve ser recuperado por meio da astúcia. Loki aparece aqui não como um espírito do mal, mas como o deus travesso e astucioso.

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Buscando Meu Ponto

peça de Ruth Salles

Este jogral sobre espaço, movimento, centro, encontros, pode ser vivido também como peça, não apenas com a fala, mas também com movimentos ou gestos e até algum canto. A primeira estrofe contém oito grupos de três versos: sete desses grupos podem representar os sete planetas principais; o oitavo, o sol ao centro da roda. Pode haver também estrelas representando as constelações zodiacais. As sete notas da escala musical podem ser entoadas pelos sete planetas; a oitava do dó, pelo sol. Mas tudo isso e mais o movimento e os gestos fica a critério do professor ou professora que quiser usar o texto como peça, ou então como jogral, só com a fala e alguns gestos. Em todo caso, arrumei como peça, separando personagens, como sugestão.

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Dona Língua Portuguesa

peça de Ruth Salles

Esta peça trata dos acentos nas palavras paroxítonas e oxítonas. As palavras são os filhos de dona Língua Portuguesa, e lhe dão muito trabalho. A Ortografia é uma de suas ajudantes domésticas, e a Gramática é a Vovó, que fica sentada numa cadeira de balanço, balançando e tricotando, sem nem ligar para as brigas das palavras. Cada palavra deve ter na frente da blusa seu nome num pequeno cartaz e levantar a mão quando tiver acento.

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Sumé

peça de Ruth Salles

A peça baseia-se no mito tamoio tal como foi narrado por Olavo Bilac¹ na coleção “Tesouro da Juventude”. Sumé seria o caraíba, o homem branco que vem do mar ensinar o índio – que vivia de caça e pesca – a plantar para comer. O nome Sumé – segundo estudiosos – deriva de Tomé. Em algumas cidades do interior do Brasil, a banana de São Tomé é chamada banana de Sumé. Há mesmo lendas que falam de uma vinda de São Tomé ao Brasil. A canção dos índios é em escala pentatônica, por ser mais próxima à escala usada pelos indígenas do Brasil.

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Em Nossa Terra

peça de Ruth Salles

Esta peça, em cinco cenas, trata rapidamente da vinda de Martim Afonso de Souza, depois, da fundação de São Paulo e de Santo Amaro, em seguida, dos bandeirantes e, por fim, de Anchieta e Nóbrega tentando estabelecer a paz com os tamoios, quando Anchieta fica de refém com o cacique Cunhambebe¹. É uma versão um pouco mais simples das duas peças anteriores, mais movimentadas: “A Viagem de Martim Afonso” e “O Começo de São Paulo”. O último diálogo de Anchieta com Cunhambebe está entre aspas porque coletei de uma carta de Anchieta, em que relata o que se passou ao maioral dos jesuítas, Santo Ignácio de Loyola.

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A Viagem de Martim Afonso

peça de Ruth Salles

Desenho de lousa da professora Ana Beatriz Ghirello, da Escola Waldorf Manacá, São Paulo SP

Esta peça é bem movimentada. As crianças representam a viagem de Martim Afonso, a tempestade no meio da viagem e o encontro com os índios na chegada a São Vicente. Os narradores¹ dizem trechos de manuscritos de 1590, de autoria provável do jesuíta Francisco Soares²; na partida dos navegantes, os portugueses que ficam se despedem cantando letra minha na música do antigo e conhecido Fado “Hilário”; no trecho da tempestade inseri alguns versos do “Lusíadas” de Camões³; esses trechos falados que não são de minha autoria vêm entre aspas na peça. Na chegada em São Vicente, inseri um canto dos índios parecis com letra minha em tupi e português.
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A Estrela de Belém

peça de Ruth Salles

Peça de Natal baseada num conto de Elisabeth Goudge¹. Um pastorzinho sai em busca da fonte de desejos a fim de pedir ajuda para sua família, que é muito pobre. No caminho, encontra-se com os Reis Magos, que se perderam de sua estrela e tentam chegar ao presépio. Na cena do presépio, pode também ser cantada uma canção de Natal conhecida.

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A Espada de Siegfried

Peça de Ruth Salles sobre um mito germânico

Esta peça conta um trecho do mito germânico¹ do herói Siegfried, de quando ele é educado pelo anão Regin (pronuncia-se Rêguin) e luta contra o dragão Fafnir para recuperar o tesouro dos anões. Por fim, ele liberta a donzela que dorme cercada pelo fogo.

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O começo de São Paulo

Peça de Ruth Salles

Esta peça é baseada em correspondências trocadas entre José de Anchieta¹ e Aspicuelta Navarro² como Ignácio de Loyola. Começa com os padres Nunes e Manuel da Nóbrega subindo de São Vicente para o planalto, guiados por André, filho de João Ramalho. Fala da atividade de cada um e também dos indígenas, terminando com a fundação de São Paulo. No fim, pode ser cantado o hino “Pelo Sinal da Cruz”, de F. de Chiara, com letra em tupi de José de Anchieta.

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