Categoria: Teatro – 11 anos

Teatro para crianças de 11 anos – orientações pedagógicas

A criança de 11 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

A relação da criança de 11 anos com a Natureza é intensificada pela apresentação do mundo das plantas. A partir da observação, o educador pode levá-la a refletir sobre esse universo silencioso que vai além do visível, além da matéria, com suas leis de desenvolvimento, formas geométricas e metamorfoses. Partindo da relação da paisagem vegetal com seu meio ambiente, surge, por exemplo, a percepção da diversidade regional do Brasil. Através desta abordagem, tem-se o caminho para investigar as diferenças naturais e socioculturais.

Continuar lendo “Teatro para crianças de 11 anos – orientações pedagógicas”

A Sala do Julgamento

peça de Ruth Salles

Peça adaptada do escocês Pelham Moffat. O autor explica que os egípcios acreditavam que, depois da morte, a alma era julgada pelos deuses na Sala do Julgamento: seu coração era posto num dos pratos da balança e, no outro, a Pena da Verdade. Se os pesos se igualassem, a alma podia subir aos Campos da Paz. Na peça, um homem digno é apanhado numa armadilha por um irmão perverso. Condenado injustamente à morte, é julgado depois pelos deuses. Esta última cena foi tirada do Livro dos Mortos egípcio e forma um impressionante contraste com a trágica história que a precede.

Continuar lendo “A Sala do Julgamento”

Akhenáton (Da Dinastia Egípcia)

peça de Ruth Salles

Esta é uma adaptação da peça “Da Dinastia Egípcia”, de Wilma Schuvadener, traduzida pela professora Gisela Bremberger. Ela trata de um período inédito na história do Egito, em que um faraó dissidente tenta cultuar o deus Áton (o “disco solar”), em lugar de Amon e de outros deuses, e acaba sendo morto por isso. Esse faraó chamava-se antes Amenófis (“Amon está satisfeito”) e mudou seu nome para Akhenáton (“Espírito atuante de Áton”). Foi casado com a bela rainha Nefertiti, e ambos tiveram várias filhas, uma das quais se casou com o futuro faraó, Tutancâmon. Figura estranha e única na dinastia egípcia, Akhenáton nos deixou um belíssimo hino ao sol. Ele foi considerado um monoteísta antes de Moisés, um cristão antes de Cristo. Por isso mesmo, a autora faz surgir subitamente na peça o espírito de José do Egito, interpretando um sonho do Faraó. Ver se algum instrumento de percussão pode indicar a saída de Sakerê, a entrada dos outros grupos e a saída de José do Egito.

Continuar lendo “Akhenáton (Da Dinastia Egípcia)”

Éolo e a Viagem de Ulisses

peça de Ruth Salles

Esta peça é um magnífico trabalho da professora Edith Asbeck, que ampliei e reescrevi em hexâmetros, ritmo tão usado na antiga Grécia. Nela, passa-se um episódio da viagem de Ulisses de volta a Ítaca depois da tomada de Troia, quando a curiosidade de seus homens os leva a abrir um odre com o presente que Éolo, o rei dos ventos, fez a Ulisses. O presente não consta de ouro ou prata, mas sim de ventos, e eles escapam assim que o odre se abre. Com isso, a barca de Ulisses torna a perder o rumo que o levaria à sua terra. Na entrada da peça, é tocada na flauta uma melodia grega do Escólio de Seikilos. A mesma melodia pode ser tocada também no fim, dependendo da escolha do professor.

Continuar lendo “Éolo e a Viagem de Ulisses”

Krishna

peça de Ruth Salles

Alunos do 5° ano da Escola Rural Dendê da Serra representando a peça. Município de Uruçuca – BA.

Este peça se baseia no livro “Krishna” de Edouard Schuré¹, contendo algumas frases do mesmo, que estão entre aspas. As últimas frases da peça foram tiradas do cântico hindu Bhagavad Gîtâ², episódio da grande e antiquíssima epopeia “Mahabharârata”. Essas frases são dos versículos 8 e 9 do capítulo VII, e dos versículos 21, 31 e 33 do capítulo X. Na religião da Índia, o herói Krishna é considerado a oitava encarnação de Vishnu, que veio unir os filhos do sol (simbolizando a essência divina do homem) aos filhos da lua (simbolizando sua essência carnal), dominando-os e irmanando-os.

Continuar lendo “Krishna”

Os Quatro Filhos de Brama

peça de Ruth Salles

Esta pequena peça baseou-se na narrativa “A Formação das Castas”, encontrada no livro Mitologia da Índia¹. O tema musical é o de uma antiga oração brâmane colhida no sul da Índia, e é o mesmo usado no início da peça “Krishna”. A letra é uma versão adaptada de uma invocação ao deus Shiva, de João Baptista de Mello e Souza.

Continuar lendo “Os Quatro Filhos de Brama”

História da Fundação de São Paulo

peça de Ruth Salles

Esta peça foi composta com trechos de uma crônica de frei Gaspar da Madre de Deus, de cartas dos jesuítas Nóbrega, Anchieta e Aspicuelta Navarro e de carta do rei Dom João III. As iniciais entre parênteses, do lado de alguns trechos que estão entre aspas, são as dos nomes dos autores citados. A peça mostra como foi escolhido o local para ser fundado o Real Colégio, como os jesuítas aprendiam com os índios a viver do que a terra dava, e o que fazia cada um deles numa vida rude. Foi deixado o tratamento na segunda pessoa, porque é o que consta dos documentos citados. Portanto, é uma peça um pouco mais difícil do que a peça “O Começo de São Paulo”. Termina com o hino de F. de Chiara, “Pelo Sinal da Santa Cruz”, com versos de Anchieta em tupi, representando a missa da fundação do Real Colégio, que depois se transformou na vila de São Paulo do Campo de Piratininga.

Continuar lendo “História da Fundação de São Paulo”

Brasil

peça de Ruth Salles

Esta peça baseia-se principalmente numa colagem de trechos dos poemas “Brasil” e “Europeu”, do poeta brasileiro Ronald de Carvalho¹, e foi feito a partir do estudo de Geografia, ou melhor, para ilustrar essa matéria. Ronald de Carvalho, apesar de estar sempre voltado para a cultura europeia, ao se incorporar ao Movimento Modernista “descobre a América”, “escuta as vozes da terra”. Seus ritmos largos e livres dão a medida do novo continente de dimensões imensas. A sonoridade de suas palavras lembra passos largos e firmes, versos espalhados como os horizontes vastos de um desbravador. Esta peça, por incluir a diferença entre os vaqueiros do sul e os do nordeste, contém também um pequeno trecho de “Correr Eguada”, conto do escritor gaúcho Simões Lopes Neto², e o poema “A Pega do Boi”, do poeta pernambucano Ascenso Ferreira.

Continuar lendo “Brasil”

O Mistério do Mongo Velho

peça de Ruth Salles

Esta peça baseia-se numa narrativa homônima de meu tio, o professor de História João Baptista de Mello e Souza¹, em seu livro Histórias do Rio Paraíba. Nessa narrativa, que faz parte de suas lembranças de menino, o autor tira do esquecimento a singular figura de Vuitir, o cacique puri que traz sua gente para ajudar a fundar a aldeia de Queluz. Porém, inconformado depois com a escravidão do negro e não podendo acabar com ela, Vuitir resolve voltar para a vida da mata, e nunca mais é visto. Torna-se uma espécie de rei Dom Sebastião dos negros de Queluz, do início do século XX, que sempre esperavam seu retorno.

Continuar lendo “O Mistério do Mongo Velho”

O herói Perseu

Mitologia grega

peça de Ruth Salles

Esta peça, foi feita em hexâmetros, versos de seis pés métricos, e conta a história de um herói da mitologia grega que consegue vencer a terrível Medusa e libertar depois a bela Andrômeda do ataque do dragão. Herói é uma palavra que designa o filho de um deus com um ser humano. Há bastante movimento nesta peça.

Continuar lendo “O herói Perseu”

Deméter e Perséfone

Mitologia grega

peça de Ruth Salles

Este é um coro grego, com bastante movimentação e leveza, que escrevi em versos hexâmetros. Ele fala do mito de Deméter, a mãe-terra que cuida das plantas quando tem sua filha Perséfone a seu lado, mas que descuida delas quando Perséfone é raptada pelo deus Hades e se vê obrigada a passar metade do ano no reino das sombras. Assim a mitologia grega nos fala da mudança das estações. Os versos da primeira estrofe do poema “Eu cantarei a Terra”, atribuído a Homero, e outros do trecho de uma ode de Horácio são cantados.

Continuar lendo “Deméter e Perséfone”

Terra grande

Jogral de Ruth Salles sobre as regiões do Brasil

Desenho de lousa da professora Beatriz Retz

“Terra Grande” é um jogral sobre a terra do Brasil, com vários coros falando sobre as diversas regiões: sobre a terra, os rios, a mata amazônica, o seringueiro, o castanheiro, o nordeste e o vaqueiro, o centro-oeste, o leste e o sul. Podem ser intercaladas algumas danças regionais, a critério do professor. Este jogral também serve como exercício de dicção e ensina palavras novas. No início, logo depois do Coro dos Viajantes, o Coro da Terra canta um recitativo.

Continuar lendo “Terra grande”