Categoria: Teatro – 12/13 anos

Teatro para jovens de 12 a 13 anos – orientações pedagógicas

O jovem entre os 12 e 13 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

Por volta dos 12 anos de idade, o jovem entra num período de profundas transformações, tanto no nível físico, quanto emocional e intelectual. No nível físico, a pré-puberdade tem início, caracterizando-se pela gradativa perda da harmonia corporal; os movimentos começam a se tornar angulosos e estabanados, os membros alongam-se e, ao mesmo tempo, uma grande energia e vitalidade manifestam-se, especialmente nos meninos, que precisam se livrar do excesso de forças, seja em esportes mais dinâmicos, seja em confrontos corporais entre eles ou com meninos mais velhos. A diferença entre meninos e meninas cresce cada vez mais. O comportamento das meninas oscila principalmente devido a vivências sentimentais e emocionais.

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Dom Gaifeiros

peça de Ruth Salles

Esta peça se baseia em antiquíssima xácara, nome que se dava a uma narrativa popular feita em versos. Essa xácara, de tradição oral, colhida e transcrita por Almeida Garrett¹, poeta português do século XIX, é um romancinho considerado precioso, do tempo do domínio mouro na península ibérica, com personagens da corte do Imperador Carlos Magno (século IX). O nome “Gaifeiros” talvez seja, por isso, um aportuguesamento do francês “Geoffroy”. No livro de Cervantes (século XVI)², Dom Quixote de La Mancha, essa xácara já aparece representada num teatrinho de fantoches. Como nas histórias maravilhosas, a esposa de Gaifeiros fica sete anos cativa dos mouros e só no oitavo ano pode ser salva. E também, quando Gaifeiros foge com a esposa na garupa do cavalo, este só consegue saltar a muralha da cidade mourisca na oitava volta, ou seja, depois de dar sete voltas. Gaifeiros salva a esposa porque luta com a espada encantada do famoso cavaleiro Rolando. Conservei o mais possível a linguagem e o ritmo de Almeida Garrett, assim como o tratamento em tu e vós.

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A Saga da Rosa-de-Natal

peça de Ruth Salles

Esta peça é baseada numa lenda da famosa e querida escritora sueca Selma Lagerlöf¹. Nascida em 1858, foi professora e lutou pela paz mundial e pela emancipação da mulher, e em 1909 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. Suas sagas, lendas cristãs e outras lendas são lindíssimas, cheias de exuberante fantasia e de profundo amor. Na adaptação para peça que fiz desta lenda de Natal, as personagens se destacam do coro sempre que se fazem necessárias no centro da cena. Duas canções escandinavas constam da peça, “Vallvisa” e “Kling klang, klockan Slar” (a segunda é da Finlândia). Nelas foram adaptadas letras em português, que servem ao tema da peça, nada tendo a ver com as letras das canções originais.

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A Visão do Imperador

peça de Ruth Salles

Esta peça é baseada numa lenda da famosa escritora sueca Selma Lagerlöf¹. Nascida em 1858, foi professora e lutou pela paz mundial e pela emancipação da mulher, e em 1909 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. Suas sagas, lendas cristãs e outras lendas são lindíssimas, cheias de exuberante fantasia e de profundo amor. Esta peça foi escrita em alemão por um professor de uma escola waldorf, cujo nome não chegou ao nosso conhecimento. Aproveitando o assunto da lenda, o professor incluiu na peça um pouco da matéria de História. Minha versão em português teve as frases dos diálogos diminuídas, mas contém um pouco mais da lenda em si, nas palavras da primeira canção e no fim da peça; contém também trechos da 4ª écloga de Virgílio, dita messiânica, além de algumas notas de uma canção hebraica e o canto gregoriano final, dado como sendo de autoria de Santo Ambrósio (Aurelius Ambrosius, 340-397). A tradução, que encontrei, da écloga de Virgílio é da autoria do poeta português Leonel da Costa Lusitano².

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O Inca

peça de Ruth Salles

Esta pequena peça foi escrita a partir do mito que conta a história do início do povo inca.¹ Depois do canto inicial, as etapas da criação são simbolizadas por estrofes em que o número de sílabas de cada verso vai aumentando. A 1ª estrofe tem duas sílabas em cada verso, a 2ª tem três, a 3ª tem quatro, e as estrofes do sol e da lua têm cinco. Depois, os versos vão-se abrindo, com sete, oito e nove sílabas. No fim, os versos dos filhos da Mãe-Terra têm quatro sílabas novamente. A música é baseada em melodia de origem incaica.

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A Chama Sagrada

Peça sobre uma lenda cristã

Esta peça, escrita em versos por Gottfried Richter, baseia-se numa das lendas cristãs da escritora sueca Selma Lagerlöf. A professora Mônica von Beckedorff fez a tradução literal, do alemão para o português. A partir dessa tradução, Ruth Salles recriou os versos. A lenda, cheia de encanto e fantasia, se refere às aventuras de um cavaleiro cruzado.

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