8 – Os quatro temperamentos

Desvendando o comportamento humano

por Rubens Salles

A teoria dos temperamentos – melancólico, colérico, sanguíneo, fleumático – que representam “temperos” do comportamento humano, remonta a Empédocles, na antiga Grécia, que os relacionou aos quatro elementos naturais – terra, fogo, ar, água. Hipócrates os chamava de quatro humores. Posteriormente foram também estudados por Kant, Wilhelm Wundt, e mais recentemente pelo psicólogo inglês H.J.Eysenck.(1) Steiner aprofundou este estudo a partir da Antroposofia, e considera o conhecimento dos temperamentos essencial para o professor.

“O homem realmente está dentro de uma corrente que podemos chamar de corrente da hereditariedade, das características herdadas. A isso, porém, ainda se acrescenta, nele, algo diferente, que é o mais íntimo cerne espiritual da entidade humana. Assim, o que o homem trouxe do mundo espiritual une-se com o que o pai, a mãe, os antepassados lhe podem dar […] Aquilo que se coloca entre a linha hereditária e a linha que representa a nossa individualidade expressa-se pela palavra “temperamento”[…], é algo como a fisionomia de sua individualidade mais íntima”.(2) Rudolf Steiner

O conhecimento dos temperamentos pode ajudar o professor a lidar com os alunos que têm um dos temperamentos muito preponderante, pois estas são as crianças mais difíceis de se educar. O desafio para cada um de nós é ter um temperamento o mais equilibrado possível, principalmente sendo um professor. Tendo controle sobre seu próprio temperamento, o professor pode ajudar melhor cada aluno a harmonizar seu temperamento. Ao contrário, se o professor for um colérico extremo, por exemplo, poderá ser um tirano na classe, ou se for um fleumático extremo, não conseguirá entusiasmar os alunos a aprender.

Cada ser humano tem uma mistura diferente dos 4 temperamentos. Os temperamentos colérico x fleumático e sanguíneo x melancólico são antagônicos, e assim, geralmente, temos um temperamento preponderante, seu oposto é fraco, e características dos outros dois podem aparecer em níveis intermediários.

Melancólico
Pouca excitabilidade
e muita atividade interna

Fleumático                                                                                                                      Colérico
Pouca excitabilidade                                                                                                     Muita excitabilidade
e pouca atividade interna                                                                                             e muita atividade interna

Sanguíneo
Muita excitabilidade
e pouca atividade interna

 

Principais características dos temperamentos

COLÉRICO SANGUÍNEO FLEUMÁTICO MELANCÓLICO
Aparência física Baixo, atarracado, ereto entroncado, pescoço grosso. Esbelto, elegante, bem equilibrado. Forte, corpulento, redondo. Grande, ossudo, membros pesados, cabeça inclinada.
Andar Firme, cravando os calcanhares no solo. Leve, disparando nas pontas dos pés. Ondulante, lento (move-se esmagadoramente). Lento, com tendência a inclinar-se, marcha inclinado.
Olhos Enérgicos, ativos. Dançantes, vivos, alegres. Sonolentos, letárgicos, quase sempre semicerrados. Trágicos, tristes pesarosos.
Gestos Curtos, ríspidos, bruscos, repentinos. Graciosos, vivazes. Lentos, intencionais, deliberados. Desanimados
Modo de falar Forte, abrupto, enfático, expressivo, vigoroso, intencional, apropriado. Eloqüente, com linguagem floreada. Ponderado, lógico, claro. Hesitante, fraco, não completando as frases, deficiente.
Relaciona-mentos Amigável, enquanto puder manter a liderança. Amigável com todos caprichoso, mutável inconstante. Amigável, mas reservado, insensível, impassível. Fraco, e simpatia só pelos companheiros de infortúnio.
Hábitos Necessita contagiar a todos com sua animação É flexível, não tem hábitos fixos. Gosta de rotina, tem hábitos determinados. Gosta de ocupações solitárias.
Alimentação Gosta de comidas condimentadas, bem preparadas. Belisca, gosta de comida bonita, bem apresentada. Come alimentos bem substanciosos, e de tudo. É meticuloso, e gosta de alimentos doces.
Vestuário Gosta de alguma coisa individual e peculiar. Gosta de coisas novas e coloridas. Tem um gosto conservador. Escolhe roupas sem vida e desleixadas. É difícil de agradar.
Poder de observação Examina o que interessa, mas se esquece. Observa tudo, mas esquece tudo. Observa e relembra tudo com exatidão, quando suficiente-mente desperto. Observa pouco, mas se lembra de tudo.
Memória Pobre Como uma peneira Boa com relação ao mundo exterior. Boa com relação ao que se refere a ele próprio.
Interesse O mundo, ele próprio e o futuro. O presente imediato O presente sem envolvimento. Ele próprio e o passado.
Atitudes De comando, agressiva, e eventualmente compreensiva. Gentil, simpática e compreensiva. Perspicaz, objetiva. Egoísta, vingativa, auto-sacrifício em casos de sofrimento.
Disposição Gabola, entusiástico nobre, magnânimo, generoso, intolerante, impaciente e aventureiro Gentil, amigável, mutável, superficial, inconstante, impaci-ente, irresponsável. Leal, estável, letárgico, satisfeito, maternal, confiável. Auto-absorto, mau humorado, medroso, deprimível, tirânico, prestativo, artístico.
Desenhos e pinturas preferidos Vulcões, precipícios com a própria conquista de obstáculos. Cores fortes. Muitas cores brilhantes, detalhes e movimentos. Suave, brando, desinteressante, de aparência inacabada. Cores harmoniosas e fortes. Tenta detalhar demais.

Fonte: equipe do Colégio Waldorf Micael

Reação da criança a várias situações, de acordo com os temperamentos.

COLÉRICO SANGUÍNEO FLEUMÁTICO MELANCÓLICO
Queda no parquinho Encontra o motivo fora de si próprio. Responsabiliza alguém. Orgulha-se de seu machucado Pergunta: “Eu caí?” Chora por um momento e esquece. É estóico, levanta-se e continua impassível. Agüenta e assume a dor “insuportável”. O mundo está prestes a acabar, e foi feito pra me machucar.
Passeio cancelado Domina a situação, reúne o grupo em sinal de protesto. Aprecia a novidade e pensa nas alternativas Indiferente. Não esquecerá, mas não é vingativo. Sabia o tempo todo que seria cancelado, só para feri-lo.
Novo professor Possível rival. É preciso apresentar o professor para a classe. Poderá tanto ajudar como atrapalhar. Alguém novo. Aprecia a situação. Admite depois de algumas semanas que há um novo professor e para de chamá-lo pelo nome do precedente. Novo inimigo. Justamente quando estava começando a se acostumar com o anterior. Mais sofrimento.
Uma tarefa Precipita-se sobre ela e a conclui. Acha que é fácil e interessante, mas logo abandona quando a novidade desaparece. Pondera, reflete, planeja e tem dificuldade em terminar no prazo. Uma outra carga na vida para ele suportar.

Fonte: equipe do Colégio Waldorf Micael

Embora os temperamentos sejam características individuais, podemos considerar que, como grupo, as crianças são mais sanguíneas, os adolescentes são mais coléricos, os adultos mais melancólicos e os idosos se tornam mais fleumáticos. Segundo Steiner os temperamentos não devem ser encarados como “falhas” a serem combatidas (ênfase do autor). Nenhum deles em si é bom ou ruim, exceto quando é unilateral, extremamente preponderante sobre os demais. O autor indica os perigos dos comportamentos unilaterais.(3)

Perigos dos comportamentos unilaterais

COLÉRICO SANGUÍNEO FLEUMÁTICO MELANCÓLICO
Perigo menor Ser moldado, na juventude, por sua natureza irascível, e não conseguir dominar-se. Tornar-se uma pessoa extremamente volúvel Falta de interesse pelo mundo exterior. A depressão.
Perigo maior Tornar-se um tirano, obsessivo por um único objetivo. Que a constante oscilação das suas sensações resultem em alienação mental. A idiotia, a debilidade mental. A loucura

 Fonte: Steiner 2002– Organização nossa

Todo temperamento unilateral denota algum desequilíbrio, que na escola pode ser tratado pedagogicamente. Este desequilíbrio é, na verdade, um tipo de força que a criança tem demais, e que ela precisa “gastar”. Assim, o professor precisa aprender a atuar com cada criança de acordo com as características de seu temperamento, e não simplesmente tentar forçá-la a mudá-lo, aplicando castigos etc. Steiner afirma que o temperamento está fundamentado na natureza mais íntima do homem e devemos levar em consideração que só conseguiremos amenizá-lo de forma pedagógica. Só a partir da exercitação dirigida do próprio temperamento é que ele cria forças para transformar-se. “Sendo assim, não contamos com o que a criança não tem, mas com o que ela tem”.(4) Steiner indica algumas estratégias básicas para lidarmos com as crianças de acordo com seu temperamento predominante:

Sanguíneo

Mais do que qualquer outra, a criança sanguínea precisa desenvolver o amor pelo professor. Para educá-la, devemos fazer-nos amar por ela. “Amor é a palavra mágica. É por esse caminho indireto do afeto por uma determinada personalidade que toda a educação da criança sanguínea precisa passar”. Esta criança caracteriza-se por não conseguir manter algum interesse duradouro. Precisamos então tentar descobrir o que pode interessá-la mais, e escolher atividades com as quais ela possa ser sanguínea. Steiner afirma:

“Precisamos tratar de cercar a criança com toda sorte de coisas pelas quais ela nutre um interesse mais profundo. Então ocuparemos a criança com tais coisas, por espaços de tempo determinados, coisas em que um interesse passageiro é justificado, junto às quais ela, por assim dizer, pode ser sanguínea, coisas que não merecem que a pessoa mantenha interesse por elas. Devemos deixar que estas coisas falem à sanguinidade, devemos deixar que elas atuem sobre a criança; e então devemos tirá-las dela, para que a criança as deseje novamente e elas tornem a ser-lhes dadas. Devemos, assim, deixar que elas atuem sobre a criança”.(5) Rudolf Steiner

Colérico

Ao contrário do sanguíneo, o colérico não conseguirá facilmente sentir amor pelo professor, mas existe um outro caminho indireto para ajudar em sua educação: respeito e admiração por uma autoridade. Steiner nos esclarece que “para a criança colérica temos, sinceramente, de ser dignos de respeito e estima, no mais elevado sentido da palavra. Não se trata, no caso, de nos tornarmos queridos por nossas qualidades pessoais, como no caso da criança sanguínea; o que importa é a criança colérica sempre poder acreditar que o educador sabe o que faz […] Devemos cuidar para ter nas mãos as rédeas firmes da autoridade, nunca demonstrando ignorar como agir.”

O colérico tem um grande ímpeto de liderar e realizar coisas. Para controlar este ímpeto em sala de aula, o professor sempre lhe deve propor o que é difícil de realizar, sendo importante, inclusive, que ele não consiga vencer todos os obstáculos. “Devemos criar obstáculos, de forma que o temperamento colérico não seja reprimido, mas possa justamente expressar-se através do confronto com determinadas dificuldades que ela [a criança] tem que superar […] devemos organizar o ambiente de modo que esse temperamento colérico possa esgotar-se ao ter de superar obstáculos.”

Assim, quando um colérico tem seu ataque de fúria, por exemplo, em vez de tentarmos reprimi-lo na hora, o que costuma ser impossível, o remédio é dar-lhe logo uma atividade difícil, para esgotar sua cólera, e comentar o motivo da cólera só depois que ela houver passado.(6)

Melancólico

A criança melancólica tem a característica de achar que o mundo está contra ela, que tudo acontece para feri-la, e apega-se profundamente aos obstáculos. A via de acesso do educador para o melancólico são as dificuldades e sofrimentos que o próprio professor teve de viver. A criança precisa sentir que o professor já passou por sofrimentos. Steiner sustenta que “a criança melancólica é predisposta ao sofrimento; ela tem capacidade para sentir dor, desengano; isso está arraigado em seu íntimo, não podendo ser extinto à força – porém pode ser desviado […] Uma pessoa que, com sua narrativa, pode fazer com que o melancólico chegue a sentir como ela foi provada pelo destino, essa traz um grande benefício a esse tipo de criança”.(7)

De nada adianta tentar alegrar ou consolar um melancólico, a não ser fazer com que sua melancolia piore ainda mais. É preciso que ele vivencie dores justificadas, que ele saiba que sofrimentos existem, e como os homens podem triunfar sobre eles. E é importante demonstrar que respeitamos os sacrifícios que ele faz e os obstáculos que supera. O aluno melancólico precisa sentir que o professor tem uma atenção especial para ele, e não devemos dar-lhe qualquer tarefa. Ele precisa sentir que está fazendo algo por alguém, um sacrifício pelo professor, por ele ou pela classe; aí ele faz um bom trabalho.

Fleumático

A criança fleumática tem dificuldades para se envolver com o que acontece ao seu redor. Seu ponto negativo é esta falta de interesse. Para conseguir seu interesse o melhor caminho é promover sua integração com outras crianças, para que conviva com os interesses de seus colegas. No entender de Steiner, não são as coisas por si mesmas que atuam sobre o fleumático. Não é através de um assunto da tarefa escolar ou doméstica que conseguiremos interessar o pequeno fleumático, e sim através do caminho indireto, passando pelos interesses de outras crianças da mesma idade. É justamente quando as coisas se refletem em outras pessoas que estes interesses se refletem na alma da criança fleumática.(8)

Também é importante, como nos outros temperamentos, aproveitar e valorizar suas características para envolvê-los no aprendizado. Fleumáticos aprendem devagar, mas têm ótima memória e são bons planejadores. O autor sugere que “procuremos propiciar acontecimentos em que a fleuma seja oportuna. Devemos dirigir a fleuma para os objetos certos, diante das quais se possa ser fleumático. Com isso podem ser obtidos, por vezes, magníficos resultados junto à criança pequena”.

Os temperamentos na sala de aula

Além de estudar como atuar individualmente no temperamento da criança, é preciso saber como administrá-los melhor na sala de aula. Os alunos devem ser agrupados por temperamento predominante. Ao contrário do que imaginamos inicialmente, os sanguíneos, por exemplo, não falam mais por ficarem juntos. Desta forma eles desgastam entre si os seus excessos. Os sanguíneos tendem a se cansar de sua agitação, os fleumáticos de sua imobilidade, e assim por diante. Os coléricos conversarão menos entre si do que sentados ao lado dos outros.

Os coléricos são aqueles aos quais o professor vai pedir mais ajuda. Segundo afirma a professora Celina Targa, para lidar com a energia do colérico é importante dar sempre atividade para ele, inventar coisas para ele fazer! “Vai buscar na secretaria uma apostila.” Ou então: “Faz favor! Abre a porta aqui pra mim que está calor.” “Abre a janela.” “Apaga a lousa.” Devemos dar atividade para ele, que é disso que ele gosta e ajuda a desanuviar.”(9)

Os fleumáticos devem ficar separados dos coléricos e perto do professor, pois tendem a querer ser mais espectadores do que participantes da aula. Os fleumáticos não gostam de muita agitação. Targa afirma que “então eles precisam ficar próximos do professor por que daí a gente pode acompanhá-los melhor. […] Onde eles se sintam cercados diante de um palco. Então as primeiras fileiras são um lugar muito bom, pois senão eles ficam esquecidos”. Já os sanguíneos, como gostam muito das novidades, ajudam o professor a disseminar o assunto entre os colegas. Podem ficar entre os coléricos e os fleumáticos. Os alunos com maior potencial de tumultuar os trabalhos devem ficar nos extremos da primeira fileira, e nunca no cento da sala. Os melancólicos, segundo Targa, “precisam de calma. Eles não gostam dessa turbulência do colérico. Isso faz mal para o melancólico. Então uma região mais acolhedora, quente, em geral perto das janelas num cantinho”. De tempos em tempos o professor pode ir fazendo pequenas mudanças e variações mas sempre sem perder de vista a harmonia da classe. Para atuar positivamente sobre os temperamentos de seus alunos, é fundamental que o professor trabalhe seu próprio temperamento. Esta disposição anímica é, segundo Steiner, de suma importância, pois a criança é educada ‘de alma para alma’.

“É incrível o que se passa nos fios subterrâneos que vão de uma alma à outra. Muita coisa acontece quando os senhores permanecem impassíveis diante de uma criança colérica, ou quando se interessam intimamente pelo que se passa numa criança fleumática. Aí a própria disposição anímica terá, no plano suprassensível, um efeito educativo sobre a criança. A educação se realiza pelo que os senhores são, […] em meio às crianças. Nunca percam, realmente, isso de vista.”(10) Rudolf Steiner

Algumas regras valiosas para lidar com as crianças de acordo com os temperamentos

COLÉRICO SANGUÍNEO FLEUMÁTICO MELANCÓLICO
Para estimular a atividade Lançar um desafio Pedir um favor pessoal Usar táticas de choque, de ataque. Falar diretamente, indo ao ponto principal. Explicar como os outros sofrerão se ele não conseguir.
No caso de repreensão Recordar a má ação posteriormente e debater, examinar e discutir. Ter uma palavra amigável imediatamente. Ter ação imediata. Chamar a atenção logo para as conseqüências posteriores.
Gerais Fornecer estórias ou descrições onde a temeridade torna-se perigosa ou ridícula. Dar várias coisas diferentes, fazendo com que representem um desafio. Fornecer estórias vivas com descrições excitantes, com quadros contínuos e variados. Dar bastante coisas diferentes para fazer. Contar estórias indiferentes de um modo apático. Dar uma tarefa e determinar que dê continuidade a ela. Contar estórias ou descrições de acontecimentos tristes para mostrar como o espírito humano às vezes triunfa. Interessar-se pela tristeza e pedir que ajude alguém menos capaz.

Fonte: equipe do Colégio Waldorf Micael

Bibliografia

  1. Apud CARLGREN, Frans e KLINGBORG, Arne. Educação para a Liberdade – a Pedagogia de Rudolf Steiner. 2006, p. 69.
  2. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. 15.
  3. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. div.
  4. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. div.
  5. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. div.
  6. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. div.
  7. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. 48.
  8. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. 51.
  9. TARGA, Celina A. N. Aula do projeto Dom da Palavra (gravada em vídeo). 2008.
  10. STEINER, Rudolf. A Arte da Educação III: Discussões Pedagógicas. 1999, p. 18.

 

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