Categoria: Crônicas

Quando um muro uniu as pessoas

A história da pintura do muro da escola EMEI Dr. José Calumby Filho

por Maria Aparecidado Nascimento Dias

Maria Aparecida Calumbi em tupi guarani é o nome de uma planta e é também a junção de leite materno. E se a gente está numa escola de Educação Infantil, então, está tudo certo.

Quando a escola ficou pronta para começar a se estruturar, quando o prédio ficou pronto, começamos a ter uma preocupação com o muro, porque quando deu a primeira alisada no cimento, já apareceu uma coisa lá escrita. Eu disse: “Ai, meu Deus do Céu, quando pintar aquilo ali de branco, bonitinho, vai ser um convite a vir essas inscrições que a gente não gosta”. Pensamos assim: Quem será que fez isso? Então, pedimos a uma pessoa do grupo para descobrir quem era aquele que pichou, porque queríamos convidá-lo para vir pintar com a gente.

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Onde colocaram o verbo pôr?

por Julia de Mello e Souza

Minha saudosa prima Julia de Mello e Souza foi professora de línguas neolatinas e escreveu várias crônicas. Ia ainda escrever uma chamada “Que fim levou o fim”, mas não sei se teve tempo. É que os dicionários já aceitam a palavra “final” como substantivo, quando ela era adjetivo da palavra “fim”. No entanto, a palavra “inicial” nunca virou substantivo. Ninguém diz “No inicial do ano”. Mas… por enquanto aí está sua outra crônica, que comenta o uso errado do verbo colocar. Pois colocar é pôr num local, aliás, como copiloto – que ajuda o piloto – colocar é ajudar (em geral com as mãos) a pôr num local, como colocar o copo na pia ou o livro na estante.

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Bandeira do Brasil

Porque verde e amarela?

por Ruth Salles

Vimos tanto a BANDEIRA DO BRASIL nas Olimpíadas, que eu me pergunto: Quem sabe a quem devemos o desenho de nossa bandeira e o que significam as cores? Costumavam dizer que quem a desenhou foi José Bonifácio de Andrada e Silva, e um poeta até explicou que o verde representava as matas, e o amarelo, o ouro. Mas não foi bem assim. 

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Por que o casamento na festa de São João?

Há alguns anos atrás, eu ainda gostava de cantar nostalgicamente a modinha junina:

Desenho de lousa da professora Beatriz Retz.

por Ruth Salles

Mês de junho, mês de frio,
quanta folha pelo chão.
Cada uma tem um fio
que me aperta o coração.

Mês de junho, São João…
Quem me dera ser pequeno!
Que saudades do clarão
da fogueira no sereno!

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Meu Natal, minha Quaresma, caminho para a Páscoa

Reflexão…

por Ruth Salles

No Natal, nasci. Nasci para a consciência, maior a cada ano, de que sou um ser espiritual.

Mas, e agora? Agora estou plantada no mundo como uma pessoa muito enredada, muito complicada, e como vou conseguir fazer valer minha descoberta deste novo nascimento?

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Sobre ser professora no início do século XX

Simplicidades e complicações

por Ruth Salles

Minha avó materna, a professora paulista Carolina Carlos de Toledo, casou-se com o professor carioca João de Deus de Mello e Souza e era, no fim do século XIX e no início do século XX, a professora da Escola Pública de Queluz, no vale do Paraíba. Continuar lendo “Sobre ser professora no início do século XX”