Categoria: Crônicas

O Cristo Redentor do Corcovado

por Ruth Salles

escrito para crianças que foram subir ao Corcovado

Desenho de lousa da professora Juliana Nogueira

Vocês sabiam que as antigas comunidades de cristãos ignoravam o dia do nascimento de Jesus?

Pois ficou então decidido escolher uma data, e a data escolhida foi 25 de dezembro, para substituir a festa com que os romanos comemoravam o nascimento do sol invencível (Natalis solis invictus), que desaparece à noite e ressurge de manhã. E, daí por diante, o nascimento de Jesus, que morreu e ressurgiu, é festejado nesse dia.
Continuar lendo “O Cristo Redentor do Corcovado”

Quando um muro uniu as pessoas

A história da pintura do muro da escola EMEI Dr. José Calumby Filho

por Maria Aparecidado Nascimento Dias

Maria Aparecida Calumbi em tupi guarani é o nome de uma planta e é também a junção de leite materno. E se a gente está numa escola de Educação Infantil, então, está tudo certo.

Quando a escola ficou pronta para começar a se estruturar, quando o prédio ficou pronto, começamos a ter uma preocupação com o muro, porque quando deu a primeira alisada no cimento, já apareceu uma coisa lá escrita. Eu disse: “Ai, meu Deus do Céu, quando pintar aquilo ali de branco, bonitinho, vai ser um convite a vir essas inscrições que a gente não gosta”. Pensamos assim: Quem será que fez isso? Então, pedimos a uma pessoa do grupo para descobrir quem era aquele que pichou, porque queríamos convidá-lo para vir pintar com a gente.

Continuar lendo “Quando um muro uniu as pessoas”

Onde colocaram o verbo pôr?

por Julia de Mello e Souza

Minha saudosa prima Julia de Mello e Souza foi professora de línguas neolatinas e escreveu várias crônicas. Ia ainda escrever uma chamada “Que fim levou o fim”, mas não sei se teve tempo. É que os dicionários já aceitam a palavra “final” como substantivo, quando ela era adjetivo da palavra “fim”. No entanto, a palavra “inicial” nunca virou substantivo. Ninguém diz “No inicial do ano”. Mas… por enquanto aí está sua outra crônica, que comenta o uso errado do verbo colocar. Pois colocar é pôr num local, aliás, como copiloto – que ajuda o piloto – colocar é ajudar (em geral com as mãos) a pôr num local, como colocar o copo na pia ou o livro na estante.

Continuar lendo “Onde colocaram o verbo pôr?”

Bandeira do Brasil

Porque verde e amarela?

por Ruth Salles

Vimos tanto a BANDEIRA DO BRASIL nas Olimpíadas, que eu me pergunto: Quem sabe a quem devemos o desenho de nossa bandeira e o que significam as cores? Costumavam dizer que quem a desenhou foi José Bonifácio de Andrada e Silva, e um poeta até explicou que o verde representava as matas, e o amarelo, o ouro. Mas não foi bem assim. 

Continuar lendo “Bandeira do Brasil”

Por que o casamento na festa de São João?

Há alguns anos atrás, eu ainda gostava de cantar nostalgicamente a modinha junina:

Desenho de lousa da professora Beatriz Retz.

por Ruth Salles

Mês de junho, mês de frio,
quanta folha pelo chão.
Cada uma tem um fio
que me aperta o coração.

Mês de junho, São João…
Quem me dera ser pequeno!
Que saudades do clarão
da fogueira no sereno!

Continuar lendo “Por que o casamento na festa de São João?”

Meu Natal, minha Quaresma, caminho para a Páscoa

Reflexão…

por Ruth Salles

No Natal, nasci. Nasci para a consciência, maior a cada ano, de que sou um ser espiritual.

Mas, e agora? Agora estou plantada no mundo como uma pessoa muito enredada, muito complicada, e como vou conseguir fazer valer minha descoberta deste novo nascimento?

Continuar lendo “Meu Natal, minha Quaresma, caminho para a Páscoa”

Sobre ser professora no início do século XX

Simplicidades e complicações

por Ruth Salles

Minha avó materna, a professora paulista Carolina Carlos de Toledo, casou-se com o professor carioca João de Deus de Mello e Souza e era, no fim do século XIX e no início do século XX, a professora da Escola Pública de Queluz, no vale do Paraíba. Continuar lendo “Sobre ser professora no início do século XX”