José e seus irmãos

peça de Pelham Moffat recriada em português por Ruth Salles

Depois de lutar na primeira guerra mundial, onde perdeu um braço, Pelham Moffat (1854–1912) se interessou pelas obras de Rudolf Steiner, especialmente pela pedagogia. Depois de formado pela Universidade de Edimburgo, ajudou a fundar nessa cidade uma escola baseada nos princípios da Pedagogia Waldorf e lecionou nela, tendo escrito várias peças de teatro para os alunos, reunindo-as no livro 21 Plays for Children.

PERSONAGENS:
Coro de narradores
José
Jacó, seu pai.
Benjamim, irmão mais moço de José
Judá,
Rubem,
Simeão,
e mais sete irmãos mais velhos de José
O Faraó do Egito
O guarda do Faraó
Três sábios do Egito
O copeiro
Um servo de José no Egito

Cena I

JOSÉ:
– Meus irmãos, eu tive um sonho.
Sonhei que chegara o outono,
e o trigo, em messe dourada,
sobre os campos ondeava.
Com sua foice na mão,
cada um de nós ceifava.
Porém, quando cada irmão
ligou seu feixe depois,
eis que o meu de pé se pôs,
e cada um dos outros feixes
diante do meu prostrou-se
como se um rei ele fosse.

1° IRMÃO, JUDÁ:
– Que sonho bobo escutei!
Nós, os servos? Você, rei?

2° IRMÃO, RUBEM:
– O nosso menor irmão
nos dominará então?

3° IRMÃO, SIMEÃO:
– Ele sonha o impossível
e quer que se realize…

JOSÉ:
– Pai, todos estão zangados
só pelo que foi sonhado.

JACÓ:
– Filho, tudo o que sonhar
venha a mim para contar.

JOSÉ:
– Meu pai, a vontade é sua.
Eis que sonhei novamente.
Eu estava no firmamento:
e onze estrelas, Sol e Lua,
ao redor, em reverência,
prestavam-me obediência.

JACÓ:
– Meu filho, que sonho o seu!
Que dizem tais sonhos vãos?
A seus pés prostrados eu,
sua mãe e seus irmãos?

4º IRMÃO:
– Que importa? Deixe-o sonhar.
Nós iremos lá nos montes
o rebanho apascentar.

5º IRMÃO:
– Quando voltarmos nos conte
qualquer outra estória sua. (Vão saindo )

6º IRMÃO (pára e se volta):
– Onze estrelas, Sol e Lua…

7º IRMÃO:
– Olhem só ele vestido
com seu manto colorido! (Saem)

Cena II

NARRADORES:
– E foram os irmãos apascentar o rebanho
de seu pai em Siquém. Disse Jacó a José:

JACÓ:
– Não estão seus irmãos em Siquém, pastoreando?
Vá ver se está tudo bem com eles e com o rebanho.
Traga-me depois notícias.

JOSÉ:
– Estou pronto para ir, meu pai. Adeus.

Cena III

Os irmãos estão pastoreando o rebanho no pasto.

4º IRMÃO:
– Que quente que o dia está!
O pasto é bom. Descansemos.

RUBEM:
– Há um fundo poço lá.
Boa água tiraremos.

SIMEÃO (olhando dentro do poço):
– Tiraremos alegria…
É uma cisterna vazia.

5º IRMÃO:
– Não importa, descansemos.
O lugar é refrescante.

JUDÁ:
– Olhem, meus irmãos, quem vemos?
Quem vem vindo lá adiante?

RUBEM:
– Eu vejo as listas de um manto
e um jovem cheio de vida.

JUDÁ:
– Como brilha pelos campos
sua roupa colorida!
É o sonhador nosso irmão!
Escutem com atenção:
estamos sós; ninguém nos vê.
Rapidamente matemos
nosso irmão. Depois diremos
que uma fera o devorou.

RUBEM:
– Não sejamos insensatos.
Seu sangue nos culparia.
Que José seja deixado
lá na cisterna vazia.

5º IRMÃO:
– Sim. Depois resolveremos
com mais prudência, decerto.

JOSÉ:
– Olá irmãos! Tudo bem?

IRMÃOS:
– Sim! Novos sonhos já tem?

JOSÉ:
– Que olhares duros me encaram…
Por que desse modo falam?

SIMEÃO:
– Por muito tempo o ouvimos.
Agora falamos nós.
O ódio que já sentimos
resolveremos a sós.
Descanse aqui neste poço,
nele se descansa mais. (agarram José)

JOSÉ:
– Irmãos! Irmãos! O que ouço?
Valha-me o Deus de meus pais!
(descem-no na cisterna)

IRMÃOS:
– E pede ajuda divina
quem as estrelas domina?

JUDÁ:
– Que fome! As horas passaram.
Dêem-me um pouco de pão.

RUBEM:
– As ovelhas se afastaram.
Vou buscá-las, meus irmãos.
Vejo ao longe alguns camelos
e homens. Já podem vê-los? (Rubem sai)

JUDÁ:
– São homens em caravana
com muita mercadoria,
e acho que não me engano
se disser que comprariam
José. Que lucro teremos
nesse crime condenável:
matar nosso próprio irmão?
Para bem longe o mandemos.
Que o céu seja responsável
por seu destino. Nós, não.

SIMEÃO:
– Os camelos já se perdem
na poeira do caminho.

4º IRMÃO:
– Sim! Que esses homens o levem.
Ei! Levante-se, irmãozinho!

JUDÁ:
– Você está bem acordado?
Venha, chegou sua hora.
Há muito que andar agora.

SIMEÃO:
– Você será transportado
para um país bem distante,
bem longe de proteção.

5º IRMÃO:
– Levante-se, meu irmão.

JOSÉ:
– Oh! Vocês têm a coragem
de fazer isso comigo
que descendo de seu pai?
Estão brincando…Essa viagem…
Para longe dos amigos
essa caravana vai…
Onde está Rubem? Eu sei
que ele me quer muito bem.
Oh, a angústia de meu pai
ao ver que não voltarei…
Nunca mais ver as ovelhas
e o crepúsculo vermelho
nas tendas do nosso lar.

JUDÁ:
– É tarde para implorar!

JOSÉ:
– Simeão, misericórdia!

SIMEÃO:
– Agora você concorda
que quem caiu de joelhos
foi você. Onde é que estão
os seus sonhos, meu irmão?

JUDÁ:
– É hora.Vamos deter
esses homens mercadores.

4º IRMÃO (corre para frente em direção à caravana):
– Ei, esperem-nos, senhores!
Temos um trato a fazer!
(saem arrastando José)

RUBEM (chega):
– Já se foram? Ainda bem!
José, eu vim libertá-lo! (olha dentro do poço)
Mas aqui não há ninguém!
Oh! Para onde vão levá-lo?

Cena IV

NARRADORES:
– E José foi levado para o Egito e vendido a Putifar, comandante da guarda do Faraó. Ora, José era um belo rapaz, e a mulher de Putifar se encantou com ele. Sendo, porém, rejeitada por José, ela o acusou perante seu marido, e José foi lançado no calabouço, onde ficavam os prisioneiros do Faraó. E aconteceu que o Faraó teve uns sonhos, e ninguém sabia interpretá-los.

(Palácio do Faraó. O Faraó está em seu trono, rodeado de três sábios. De um lado está o copeiro, com uma bandeja. Do outro lado, o guarda.)

TRÊS SÁBIOS:
– Faraó, tenha paciência.
É lenta a nossa ciência.

FARAÓ:
– Ou é ciência vazia?
Três sábios aqui reunidos,
e nenhum sabe o sentido
dos sonhos. Estou aflito,
e a revelação demora!

COPEIRO:
– Faraó, lembro-me agora
de quando o padeiro e eu
estivemos na prisão.
Lá havia um servo hebreu
que deu a interpretação
dos sonhos que nós tivemos.
E tudo foi sucedendo
conforme essa predição.

FARAÓ:
– Corram a buscar tal homem! (o guarda vai buscar José)
– E já que as palavras somem
de vocês, meus adivinhos,
ouçam tudo com atenção.
Que mais pode acontecer?!
Já se viu um Faraó
tendo até que se valer
de um escravo na prisão?
(José entra no salão do Faraó)

FARAÓ:
– É você o servo hebreu
que os sonhos sabe explicar?

JOSÉ:
– Senhor, o dom não é meu.
Quem tem poder é Deus só.
E se ele assim desejar,
poderei interpretar
os sonhos do Faraó.

FARAÓ:
– Pois eu sonhei que saíam
de dentro da água do rio
sete belas vacas gordas
que foram comidas todas
pelas sete vacas magras
que depois saíram da água;
e que magras continuaram.
Sonhei também outro sonho:
sete espigas bem granadas
saíram de um mesmo colmo,
e sete espigas mirradas,
que germinaram depois,
devoraram as primeiras
que eram tão belas e cheias.
O meu coração aflito
esses dois sonhos depôs
aos pés dos sábios do Egito
sem resultado nenhum.

JOSÉ:
– O sonho é apenas um.
Sete vacas, sete espigas,
sete anos significam.
Sete que trarão fartura,
e sete a fome mais dura.
Com os dois sonhos, Deus avisa
que vem certamente a fome.
E, estando assim prevenido,
que o Faraó chame um homem
que seja sábio e prudente.
Ponha este homem à frente
de toda a terra do Egito.
E, nos anos de fartura,
que do trigo ele armazene
as espigas mais maduras.
E assim, passada a abundância,
todos terão segurança.

FARAÓ:
– Não há homem, entre os meus,
mais prudente do que este.
Oh, o espírito de Deus
neste servo humilde vê-se!
Que seja ele, portanto,
governador do país.
Quero todos se curvando
às palavras que ele diz.
Só eu serei superior
a este governador.

Cena V

NARRADORES:
– E José saiu da presença do Faraó e foi percorrer todo país do Egito. Durante os sete anos de fartura a terra produziu em abundância, e José acumulou trigo em grande quantidade. Depois, a fome cobriu a face da
terra. Jacó, ao saber que no Egito havia trigo, disse a seus filhos:

JACÓ (aos filhos):
– Por que estão a olhar uns para os outros?
Ouvi dizer que há trigo no Egito. Desçam até
lá e comprem para nós esse trigo, para não
morrermos de fome.
(Os filhos se despedem do pai e seguem viagem)

Cena VI

Sala de audiência de José.

JOSÉ:
– Que meu Deus seja louvado
pelo dia abençoado.
Encerro a audiência agora.
O quê? Ainda há mais gente
esperando-me lá fora?
Que entrem esses somente!
(Seu servo os faz entrar)
(Os irmãos de José entram e se curvam diante dele)

JOSÉ:
– Digam-me, vocês quem são?

IRMÃOS:
– Canaã é nossa Pátria,
onde fome padecemos.
Tome de nós esta prata
que de Canaã trouxemos.
Suplicamos permissão
para comprar de seu trigo.
Do contrário morreremos.

JOSÉ (olha para o lado e fala à parte):
– Esses são os meus irmãos!
Oh, dia há tanto sonhado!
(falando para os irmãos)
Vejo que são espiões!
Não venham mentir a mim!

IRMÃOS:
– Ó senhor, não pense assim.
Somos filhos de um só homem.
Queremos matar a fome
dos nossos e estamos prontos…

JOSÉ:
– Prontos para espionar!

JUDÁ:
– Não! Viemos só comprar!
Senhor, é essa a verdade.
Doze filhos meu pai teve…
O último está com ele.
Dez lhe imploram piedade,
e o outro não vive mais.

JOSÉ:
– Se a palavra que me traz
for mentira, provaremos.
Portanto, que fiquem todos
aqui, e que vá só um
buscar esse irmão mais novo.
Os outros nove encarcero
até ver que engano algum
existe no que disseram.

SIMEÃO:
– Hoje somos castigados
pelo crime praticado
contra nosso próprio irmão.
Desprezamos sua súplica,
suas lágrimas de angústia…
Fechamos o coração.

JUDÁ:
– E eis que a taça de amargura
que bebeu… em nós transborda.

RUBEM:
– Não lhes disse aquela hora
que se livrassem da cólera?
Hoje esse sangue, insensatos,
sobre nós é derramado.

JOSÉ (volta-se e chora):
– Sou homem temente a Deus.
Não tenham medo, portanto.
Que fique aqui um dos seus,
e os outros levem o tanto
de trigo para o sustento
de casa. E, em pouco tempo,
voltem com o último irmão.
Assim se prova a verdade
do que foi dito esta tarde,
e vocês não morrerão.

6º IRMÃO:
– Ó senhor, quanta bondade!

RUBEM:
– E quem fica encarcerado?

JUDÁ:
– Você, que tem mais idade.

4º IRMÃO:
– Que seja o que é mais culpado!

5º IRMÃO:
– Mas culpa nós todos temos.

7º IRMÃO:
– Então a sorte tiremos.

SIMEÃO:
– Não! Fique aquele que sente
o coração mais pesado.
Judá lançou a semente.
Fomos por ele instigados.
Mas eu, no meu coração,
mais que todos odiei
o meu desgraçado irmão.
Portanto, eu ficarei!

NARRADOR:
– E José despachou os nove irmãos com o trigo e, em segredo, pôs outra vez nas sacas o dinheiro pago por eles. Um dos irmãos, ao abrir sua saca para dar de comer a um jumento, viu o dinheiro. Seu coração se afligiu, e tremendo, ele disse a seus irmãos:

5º IRMÃO:
– Que é isto que Deus nos fez?
(os irmãos demonstram desespero)

Cena VII

Em casa de Jacó, este se dirige a seus filhos.

JACÓ:
– Acabamos de consumir o trigo que compramos no Egito.
Voltem lá para comprar mais um pouco de alimento.

JUDÁ:
– O governador nos intimou severamente que não voltássemos à sua presença sem nosso irmão menor.

JACÓ:
– Se assim deve ser, tomem dos melhores produtos da terra e levem de presente ao governador.Também juntem o dobro do dinheiro para restituir a soma encontrada na boca das sacas de trigo. Levem Benjamim, e
que Deus todo poderoso lhes dê misericórdia diante daquele homem.

Cena VIII

Entram em cena os irmãos trazendo Benjamim.

RUBEM:
– Tenho medo desse homem…
Por que nos trouxe à sua casa?

JUDÁ:
– Será isto uma cilada
para dizer que roubamos
e nos fazer seus escravos?

4º IRMÃO:
– O dinheiro em nossas sacas…

5º IRMÃO:
– Seu cuidado em nossa volta…

6º IRMÃO:
– Que cilada astuciosa!

7º IRMÃO:
– Seremos logo apanhados
como pássaros na rede.

JOSÉ:
– Senhores, sejam bem-vindos!
Está vivo seu velho pai?
Digam-me como ele vai.

IRMÃOS (inclinam-se cumprimentando José):
– Ele está vivo e vai bem.

JOSÉ:
– E é este o irmão mais novo? (aponta Benjamim)

BENJAMIM:
– Sim, sou eu. Sou Benjamim.

JOSÉ (à parte):
– Oh, o quanto eu me comovo!
(a todos)
– Que Deus o abençoe então.
Bem-vindos sejam, amigos.
Peço que jantem comigo.
E, já livre da prisão,
virá logo o outro irmão.
(Simeão vem juntar-se a eles)

IRMÃOS (cochichando):
– Que quer dizer tal convite?
Escravos comem com o dono?

JOSÉ:
– Vamos, comam com apetite!
Há um festim para todos!

Cena IX

NARRADOR:
– Quando os irmãos iam partir, José ordenou a seu servo que enchesse as sacas com a quantidade máxima de grãos que os irmãos conseguissem carregar; e que o dinheiro que os irmãos haviam pago fosse posto de novo secretamente nas sacas. Mandou também que, na saca de Benjamim fosse posta a sua própria taça de prata. Assim que os irmãos saíram da cidade, José ordenou a seu servo que corresse até eles e procurasse a taça. (ele vai)

SERVO:
– Esta é a taça onde meu senhor bebe e faz previsões.
Por que vocês pagam o Bem com o Mal?
Voltem todos comigo!
(Os irmãos voltam falando uns com os outros.)

JUDÁ:
– Por que a taça roubaríamos?

RUBEM:
– Nós demos dinheiro em dobro!

SIMEÃO:
– E um presente trazíamos!

4º IRMÃO:
– E da terra os frutos todos.

5º IRMÃO:
– E da prata que encontramos…

4º IRMÃO:
– …nas sacas, nós entregamos.

JOSÉ: (aproxima-se):
– Que foi que vocês fizeram?
Que injusto agradecimento!
Será esse o pagamento
por tudo o que receberam?

IRMÃOS:
– Ó senhor, o que faremos
para lavar esta ofensa?
Como provar inocência?
Seus escravos nós seremos
por nosso crime de outrora.

JOSÉ:
– Deus não permita isso agora.
Só aquele em cuja saca
encontrou-se a minha taça
seja preso. E os demais,
voltem para casa em paz.

JUDÁ:
– Senhor, não se encolerize.
Ouça o que meu pai nos disse:
“Eu tanto amei seu irmão,
e ele está morto.Vocês
levem este desta vez.
Mas morrerei de aflição
se este não voltar também”.
Então a meu pai jurei
que o menino ficaria
sob minha proteção,
e se algum mal sucedesse
a culpa eu carregaria.
Permita que eu permaneça,
no lugar de meu irmão.
Serei sempre seu escravo
vivendo a vida mais dura.
Mas nunca terei mandado
meu pai para a sepultura.

JOSÉ (chora):
– Oh, aproximem-se mais!
Sou o irmão que foi vendido!
José. Meu pai está vivo?
Sou José. Fiquem em paz.
Saibam que Deus quis assim.
Foi Deus que mandou a mim
na frente para aprontar
um lugar onde vocês
pudessem todos morar.
Ainda faltam cinco anos
para germinar o grão.
Voltem, pois a Canaã,
dizendo a meu pai então :
“Por José assim foi dito:
Deus me fez dono do Egito.
De minha mão lhe darei
uma terra de presente.
A todos sustentarei.
Venha e traga toda a gente
e todos os animais.
Aqui viverão em paz.”

IRMÃOS:
– É verdade! É ele mesmo!
Para onde fugiremos?

JOSÉ:
– Oh, não temam, meus irmãos!
Foi a vontade de Deus.
Eu lhes dou o meu perdão.

IRMÃOS:
– Oh, céus, quem tanto sofreu!
(ajoelham) Perdão nós não merecemos.
Deixe que nos ajoelhemos
A seus pés.

JOSÉ (a Benjamim):
– Abrace-me, Benjamim,
abrace-me, irmão querido!
(os dois se abraçam)
E agora, vocês todos
atendam ao que foi dito
e vão buscar nossa gente,
para que morem no Egito.

NARRADORES:
– E José instalou seu pai e seus irmãos numa propriedade na melhor região do Egito, conforme ordenara o Faraó. E José sustentou seu pai, seus irmãos e toda a sua família. E assim ficaram eles na terra do Egito,
adquiriram propriedades, tiveram filhos e se multiplicaram muito.

(Esta última frase do coro de narradores pode ser substituída ou então acrescentada pela parte cantada que deixo a seguir)

TODOS:
“O povo hebreu – assim foi dito
no livro mais sagrado –
pelo seu irmão José do Egito
foi bem alimentado.
E José governava
e de todos os seus
cuidava, cuidava.
Ficou no Egito o povo hebreu
por anos e anos a fio,
e se multiplicou e assim cresceu.
Nasceram muitos filhos.
E o Deus de seus pais,
lá do alto dos céus
zelava, zelava.”

 

 

Fim