Noite

poema de Ruth Salles

Avança a noite:
todo o peso de suas sombras desce nos ombros das estradas.
Vão as estradas e despejam tudo
na primeira lagoa enluarada.

Sopro de brisa apaga as últimas luzes nas nuvens superpostas…

Avança a noite,
a passos quietos, descendo dos montes,
adormecendo a luz dos pirilampos,
apaziguando os suspiros dos homens,
demorando as ribeiras em curvas calmas,
enquanto o dia, sorrateiro,
espia no horizonte.

 

 

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