O milagre de Santa Isabel da Hungria

poema de Ruth Salles

Quem é aquela princesa
que caminha com leveza
e tem um olhar suave?
É a filha do rei da Hungria,
que mora aqui na Turíngia,
casada com o landgrave.

O seu nome é Isabel.
Brilha como a luz do céu
o amor de seu coração.
Onde vai com sua dama,
pisando seus pés na lama,
levando um cesto na mão?

Esta senhora tão nobre
vai alimentar os pobres
que encontra pela cidade.
Leva no cesto pãezinhos
para dar pelo caminho
a quem tem necessidade.

Mas, com seu cuidado santo,
esconde o cesto no manto,
pois vem vindo seu marido.
E o landgrave, severo,
já havia dito: “Não quero
tanto pão distribuído!”

E ele chega e vai dizendo:
“Mostra o que estás escondendo!”
E puxa a ponta do manto!
Mas no cesto apenas rosas
muito lindas e cheirosas
é o que ele vê com espanto.

Isabel ficou parada –
“Quantas rosas!” – admirada
de ver o pão transformado.
Nesse instante seu marido,
que já estava arrependido,
viu Jesus Cristo a seu lado!

Percebendo que o Senhor
enviava seu amor
pela esposa generosa,
disse: “Segue teu caminho,
cuida bem dos pobrezinhos,
minha santa milagrosa!”

 

 

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