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Orfeu

ópera de Claudio Monteverdi

versão para o português de Ruth Salles
a partir da tradução de Mechthild Vargas (Meca)

ORFEU
Claudio Monteverdi

Claudio Monteverdi foi considerado o maior compositor italiano de sua geração e grande operista. Nasceu em Cremona, em 1567, e faleceu em Veneza, em 1643. “Orfeu”, uma das primeiras óperas que foram criadas no mundo, foi representada pela primeira vez em Mântua, em 1607. Não se sabe quem escreveu o libreto, mas é atribuído a Rinuccini.

Graças à tradução literal do italiano feita por Mechthild Vargas (Meca), professora de música, recriei o libreto em português, em 1993, para o 8º ano da professora Ana Flora do Nascimento Amado. Por escolha das duas professoras, alguns trechos, em vez de cantados foram falados.

Ruth Salles

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O Sábio Tchu-Hi

peça de Detlev Putzar

tradução de Martha Maria Walsberg
revisão e adaptação Maria Barbara Trommer e Ruth Salles

NOTA

Esta peça foi preparada para o 8º ano de Annelvira Gabarra, em 1994. Como estava muito longa, procurei agora concentrá-la um pouco mais. Há duas canções que precisariam de uma melodia oriental.

Na primeira versão, Annelvira e eu deixamos a seguinte observação:

É interessante notar que no livro I Ching, traduzido por Richard Wilhelm e prefaciado por Carl Jung, lemos que essa sabedoria, de no mínimo cinco mil anos, foi compilada há três mil e cem anos pelos sábios Wen e Chou, sendo este um dos fundadores da dinastia Chou. Tal sabedoria chamava-se originalmente I, e só mais tarde recebeu as denominações de Chou I e de I Ching. Somos então levados a indagar, entre maravilhados e surpresos: Teria o termo Chou I (nome do sábio e da sabedoria compilada) algo a ver com o sábio Tchu-hi desta peça, o qual também compilou as regras e os costumes antigos para o povo chinês? Deixamos a resposta para quem a souber dar.

Ruth Salles

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O Príncipe e o Mendigo

peça de Mark Twain 

adaptação para teatro de Ruth Salles

O PRÍNCIPE E O MENDIGO

Esta peça baseia-se na obra homônima do escritor americano Mark Twain sobre a lenda que envolve a história do rei Eduardo VI da Inglaterra. Eduardo VI, que viveu no século XVI, morreu muito jovem, tendo reinado apenas por 6 anos. Sua irmã Maria Túdor reinou em seguida, mas morreu após 5 anos, quando então subiu ao trono a rainha Elisabeth.

Tal como no “Conto de Natal” de Dickens, procurei transmitir o estilo de Mark Twain na Introdução, tentando até manter suas palavras nos trechos falados pelo Autor e pelo Narrador. A peça tem muitas personagens; por causa disso, vários alunos podem desempenhar mais de um papel, pois as situações são bastante variadas, com falas curtas e muito movimento. A escolha desses desempenhos duplos fica a critério do professor, mas faço algumas sugestões. Quanto à música, adaptei letras em português a músicas inglesas do século elisabetano.

Ruth Salles

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Parsifal

texto de Antonio Clarete Gomes

adaptação de Ruth Salles

Orientação de Dra. Sonia Setzer

Alterações para a encenação do 8º ano B de 2010 por
Gláucia Libertini e Barbara Margelli Silva

peça baseada em:

PERCEVAL ou O Romance do Graal, de Chrétien de Troyes;
PARSIFAL, de Wolfram von Eschenbach
(em tradução de A. R. Schmidt Patier);
PERCEVAL, peça de Albert Gerard Klockenbring
(em tradução de Ruth Salles).

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Guilherme Tell

peça de Friedrich Von Schiller

adaptação de Ruth Salles

NOTA

Friedrich von Schiller, escritor, poeta trágico e historiador alemão do século XVIII, foi o autor de várias peças de teatro notáveis, como “A Donzela de Orleans”, “Maria Stuart” e outras. Amigo e admirador de Goethe, Schiller foi um dos maiores escritores românticos da Alemanha. “Guilherme Tell”, escrita em 1804, conta a história do grande herói suíço, e foi considerada por muitos como a melhor obra dramática de Schiller.

Esta peça foi adaptada a partir do original alemão em versos e da tradução em prosa de Sílvio Meira para o português. Por ser excessivamente longa, condensei-a um pouco. A canção existente no meio na cena 1 do terceiro ato é original da peça, e o nome do autor na melodia não consta do texto. A canção do início da peça, não foi encontrada, por isso tive de compor outra, o mais possível à maneira suíça.

Ruth Salles

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A Flauta Mágica

ópera de W. A. Mozart

versão da tradução do libreto para o português: Ruth Salles

NOTAS a respeito da ópera A FLAUTA MÁGICA
de
Wolfgang Amadeus Mozart

(da versão de 1983)

Mozart, genial compositor austríaco, nasceu em Salzburg, em 27 de janeiro de 1756, e faleceu em Viena, em 5 de dezembro de 1791. Dotado de grande precocidade musical, esse mestre é autor de muitas obras-primas, apesar de ter morrido tão cedo, antes de completar 36 anos de idade.

“A Flauta Mágica” consta ter sido a última obra de Mozart, composta no ano de sua morte. Ela conta a história de um príncipe, Tamino, que, acompanhado de Papageno, um caçador de pássaros, vai em busca de sua amada Pamina, filha da Rainha da Noite e do grão-sacerdote Sarastro. Depois de várias peripécias, Papageno encontra uma velha que se transforma na jovem Papagena, enquanto Tamino e Pamina passam por provas de fogo e água, protegidos pela flauta mágica, a fim de serem purificados e de merecerem um ao outro. No fim, a Rainha da Noite, suas damas e Monostatos são expulsos, enquanto Tamino e Pamina recebem as bênçãos de Sarastro e de todos os sacerdotes do Círculo do Sol de Ísis e Osíris. Continuar lendo “A Flauta Mágica”

A Donzela de Orléans

peça de Friedrich Von Schiller

adaptação em prosa e verso de Ruth Salles

a partir da tradução literal completa de Julia de Mello e Souza

NOTA

Joana d’Arc, aos 17 anos, guiou o exército de uma nação. Com isso, a França encontrou-se a si própria, o mapa da Europa transformou-se, e a Inglaterra se voltou para sua própria missão no mundo. Sentindo-se instrumento da vontade divina, Joana não vacilou em seu propósito, mostrando como um ser humano, ao ser esmagado pela missão à qual se mantém fiel, ainda assim é um vencedor, capaz de guiar-se a si próprio e realizar a tarefa que lhe coube.

Friedrich von Schiller, grande escritor, poeta trágico e historiador alemão, nasceu em Marbach, em 1759, e morreu em Weimar, em 1805.

Esta peça, “A Donzela de Orléans”, sobre a vida de Joana d’Arc, é uma tragédia romântica. Por se tratar de uma peça muito longa, esta, agora, é uma tentativa de condensá-la, com alguns trechos em versos, procurando, o mais possível respeitar o poeta. No convite para a primeira apresentação, feita em alemão, consta o seguinte comentário: Continuar lendo “A Donzela de Orléans”

Noite de Reis

peça de William Shakespeare

tradução e adaptação e Ruth Salles

NOTA

A biografia de William Shakespeare, um dos maiores dramaturgos de todos os tempos, é baseada em poucos documentos. Segundo estes, ele nasceu na Inglaterra, em Stratford-on-Avon, no dia 23 de abril de 1564, e morreu no mesmo dia e lugar em 1616. Sabe-se que foi ator e depois diretor de teatro e autor de grande número de comédias e tragédias, quase todas obras-primas. Consta que a peça “Noite de Reis” foi representada pela primeira vez na festa da Epifania ou Noite de Reis (comemoração da chegada dos reis magos a Belém), ou seja, na décima segunda noite após o Natal. Daí seu nome em inglês ser “The Twelfth Night”, que nada tem a ver com o assunto da peça. Trata-se de uma comédia, em que muitas confusões acontecem, porque a jovem Viola e seu irmão gêmeo Sebastião se perdem um do outro num naufrágio. Viola se disfarça de homem, para trabalhar como pajem de um duque. Sebastião acaba chegando à mesma cidade, e é confundido com ela várias vezes, sem que um saiba do outro. As trapalhadas no fim se resolvem, e deixo que a própria peça as revele. Existem dúvidas quanto à data da primeira apresentação de “Noite de Reis”. Segundo uns, foi em 1601 ou 1602. Outros, por causa de certos termos usados por Shakespeare, acham que só pode ter sido apresentada mais tarde. De qualquer forma, a mais antiga edição desta peça data de 1623. Continuar lendo “Noite de Reis”

Jerusalém Libertada

peça de M. Francis

baseada na epopéia de Torquato Tasso
tradução de Artur de Azevedo
adaptação de Ruth Salles

NOTA

A epopéia “Jerusalém Libertada”, de Torquato Tasso (século XVI), conta episódios da primeira cruzada romanceados pelo autor, como ele mesmo confessa no início, pedindo perdão à musa “se, por entre os relatos verdadeiros, / ponho nas folhas algum outro encanto”. Esta peça foi baseada nela. A cruzada em que Jerusalém foi libertada, em 1099, pregada pelo papa Urbano II, faz parte dos movimentos da cristandade para se libertar do poderio muçulmano. Antes, os muçulmanos permitiam aos peregrinos livre acesso aos lugares santos, mas com a tomada de Jerusalém pelos turcos seldjúcidas, vindos do Turquestão e com um fanatismo rígido, todo acesso foi vedado. Nessa época, a Igreja de Roma tinha seu tanto de mundanismo, o que causou a reação de personagens humildes e fervorosos, como Pedro o Eremita e São Bernardo, que também estimularam a ida a Jerusalém. Em seu ardente entusiasmo, os cruzados – assim chamados por causa da grande cruz que traziam pintada na armadura e no escudo – na verdade sonhavam com Jerusalém como uma Roma nova, mais cristã. O espírito cristão, porém, foi derrubado pela própria crueza dos combates. No entanto, os peregrinos, ao conhecerem os gregos, viram que havia outros cristãos, os ortodoxos, e também conheceram mais tarde, muçulmanos generosos, de alto nível espiritual. Continuar lendo “Jerusalém Libertada”

Dom Gil das Calças Verdes

peça de Tirso de Molina

tradução e adaptação de Ruth Salles

NOTA

Tirso de Molina é o pseudônimo do frade espanhol Gabriel Tellez, nascido em Madri em 1571. Criador da famosa figura de Dom Juan, é considerado, depois de Lope de Vega, o mais fecundo e variado dramaturgo da Espanha. Em meio às obrigações de sua Ordem e às viagens de convento a convento, criava suas peças. Escreveu também peças de fundo histórico e de fundo religioso, das quais a mais famosa é “El Condenado por Desconfiado”. Tirso de Molina morreu em 1648, quando era prelado do convento de La Merced, em Soria.

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De Olinda a Olanda

peça de Ruth Salles

peça baseada em fontes históricas, documentos, e no romance “O Príncipe de Nassau”, de Paulo Setúbal

DE OLINDA A OLANDA

Esta peça foi feita especialmente a pedido do professor Tarcísio Viola, que queria, para seus alunos de 14 anos, uma peça sobre tema brasileiro. Escolhemos então alguns momentos de um episódio da História do Brasil em que o Nordeste se libertou do domínio holandês, episódio chamado em geral “Restauração de Pernambuco”.

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Conto de Natal

conto de Charles Dickens

Adaptação para teatro de Ruth Salles

NOTAS

Esta peça baseia-se no conto homônimo do célebre escritor inglês Charles Dickens (1812-1870), que influenciou profundamente sua época lutando pelo humanitarismo e contra a indiferença e a crueldade do comercialismo e do sistema industrial, chamando a atenção para o indivíduo em si. Charles Dickens escreveu este Conto de Natal aos 28 anos de idade, entre um e outro capítulo de uma novela maior. Foi assim que ele criou vários contos natalinos pequenos, afirmando que sua finalidade principal era despertar pensamentos de amor e de perdão, de acordo com a época de Natal num país cristão. Quanto à peça, adaptei as cenas dividindo-as segundo os capítulos da história e, como se tratava de um trabalho para alunos de 14 a 15 anos de idade, aumentei o conto incluindo uma Introdução, que consta do canto de Natal dos cantores de rua. Esse canto justifica o título do conto, que é “A Christmas Carol”, sendo “carol”, na verdade, o canto feito de porta em porta nas noites de Natal daquele tempo na Europa. Procurei transmitir o melhor possível o estilo de Dickens nos trechos falados pelos narradores.

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