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O Baile do Menino Deus – musical natalino

Adaptado para o 5º ano por Ruth Salles, do livro de Ronaldo Brito e Assis Lima – Músicas de Isabel Lüders – ilustração de Verônica Calandra Martins

Se este musical contar com a participação de alunos mais velhos, um deles deve ser o palhaço Mateus, e os outros devem constituir a metade do coro que canta. Mateus apita dá umas bexigadas para ralhar, ou para rir dos meninos.

PERSONAGENS:

Coro (que canta e que forma depois o cortejo dos três reis)
Mateus, palhaço
Meninos brincantes: Luís, João e Antônio
Meninas pastorinhas: Ana e Gabriela
Anjo que passa erguendo no alto a Estrela
José e Maria
Zabilin, a burrinha
Caboclinhos
Ciganas
Os três reis (negro, índio e branco) e seus cortejos
Jaraguá, o bicho esquisito.
Pastoras
Boi

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Teatro para crianças de 11 anos – orientações pedagógicas

A criança de 11 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

A relação da criança de 11 anos com a Natureza é intensificada pela apresentação do mundo das plantas. A partir da observação, o educador pode levá-la a refletir sobre esse universo silencioso que vai além do visível, além da matéria, com suas leis de desenvolvimento, formas geométricas e metamorfoses. Partindo da relação da paisagem vegetal com seu meio ambiente, surge, por exemplo, a percepção da diversidade regional do Brasil. Através desta abordagem, tem-se o caminho para investigar as diferenças naturais e socioculturais.

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Peça de História para Euritmia

peça de Ruth Salles 

Nota – Estão entre aspas: na parte da Atlântida, o trecho de um manuscrito maia existente no British Museum, e notas do Códice Boturini, século XVI; na parte da Índia, um hino dos brâmanes e citações do
“Bhagavad Gîtâ”; na parte do Egito, trechos do “Hino ao Sol” do faraó Amenófis IV, chamado Akhenáton. Os versos dos gregos, procurei fazê-los em hexâmetros gregos, às vezes em pentâmetros.

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Teseu e o Minotauro

peça de Ruth Salles

TESEU E O MINOTAURO

Esta peça, feita a pedido da professora Melanie Mangels Guerra, é um coro grego, composta em hexâmetros, e que deve ter bastante movimento e leveza, além de força no momento da luta de Teseu com o Minotauro. No início, em vez de pedir que a Musa cante, peço que ela se mova na voz dos aedos, pois quis citar esses poetas da Grécia antiga, que recitavam ou cantavam ao som da lira, numa época em que todas as histórias eram transmitidas por via oral. Dois alunos podem representar os aedos, sentados de um lado com uma lira nas mãos ou um outro instrumento semelhante. A música que houver deve ser, se possível, em estilo modal grego.

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Teatro para crianças de 8 anos – orientações pedagógicas

A criança de 8 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

A perda das características da primeira infância não é brusca. Ao se observar uma criança de 8 anos podem-se notar algumas mudanças: torna-se mais esguia e movimenta-se com maior flexibilidade. As transformações ocorrem paulatinamente durante os três primeiros anos escolares do Ensino Fundamental. Estes formam um período que, do ponto de vista psicológico, pode ser considerado uma unidade. Continuar lendo “Teatro para crianças de 8 anos – orientações pedagógicas”

O Mágico Vezes Dois

Matemática – peça de Ruth Salles

PERSONAGENS: Coro 1, Coro 2, Boneco, Mágico Vezes-Dois.

Os Coros podem ficar no fundo em linha reta, ou então em 2 filas, pois vão caminhar. Um Coro de cada lado, e o Boneco no meio, na frente. O Mágico surge por trás dos coros. Se possível, o boneco é um aluno com um gorro até abaixo do nariz (que logo o Mágico tira), um lenço amarrado na boca (que o Mágico tira em seguida) e uma túnica, dentro da qual ele mantém, primeiro, braços e pernas bem juntinhos (que depois o Mágico vai abrindo). Se não for muito difícil, o Mágico Vezes-Dois deve ser formado por dois alunos metidos numa túnica só, de gola bem larga, que andam juntinhos, agindo com a mão direita de um e a esquerda do outro.

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Sonho de Uma Noite de Verão

peça de William Shakespeare

tradução e adaptação de Ruth Salles

NOTA

William Shakespeare, um dos maiores dramaturgos de todos os tempos, nasceu no século XVI e morreu no século XVII, tendo deixado, além de dramas históricos, comédias e tragédias, também um volume de sonetos, cujo conteúdo ainda constitui um enigma para os críticos. Com verdadeira genialidade, ele soube elaborar todo tipo de personagens, que vivem no palco desde os sentimentos mais simples até as paixões mais trágicas.

A comédia SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, como se vê pelo título, supõe-se que foi escrita para uma festa de noite de São João. Deve ter sido composta por volta de 1594, mas só em 1600 é que foi publicada pela primeira vez.

Segundo Almeida Cunha e Oscar Mendes, há várias fontes para esta peça. A história de Teseu e Hipólita está em Plutarco e em Chaucer (“Knight’s Tale”). Vários romances medievais falam de Oberon, e a briga dos reis das fadas parece ter sido inspirada também em Chaucer (“Merchant’s Tale”), sendo que Titânia consta das “Metamorfoses” de Ovídio. A idéia do sumo amoroso se encontra em Jorge de Montemayor (“Diana namorada”), e vemos a história de Píramo e Tisbe de novo em Ovídio e Chaucer.

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Sakuntala

peça de Kalidasa (poeta hindu do século V ou VI)

traduzida e adaptada da versão inglesa de Monier Monier-Williams por Ruth Salles

“Queres as flores da primavera e os frutos do outono?
Queres a serenidade, o enlevo, o encantamento?
Queres, numa só palavra, o céu e a terra? Eu te direi: Sakuntala.”

Goethe

 

NOTA

Kalidasa, o mais bem dotado dos escritores do período clássico da Índia, tornou-se célebre como poeta e como autor dramático, sendo “Sakuntala” considerada sua obra-prima. Essa peça foi traduzida para o inglês, pela primeira vez, pelo orientalista Sir William Jones e ganhou a profunda admiração de Goethe.
O teatro hindu em seu apogeu, entre os séculos IV e VIII, tinha sempre um fundo religioso. Os épicos sacros “Mahabhârata” e “Ramayana” eram as principais fontes de inspiração dos autores, e a figura do eremita era muito admirada. Esta peça se baseia justamente na lenda do mesmo nome, existente no primeiro desses épicos, que narra a história de Ducianta e Sakuntala, pais do futuro rei Bhârata.

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Pigmaleão

peça de Bernard Shaw

adaptação de Ruth Salles
baseada na tradução e adaptação de Miroel Silveira (anos 40)

NOTA

George Bernard Shaw (1856-1950) foi um importante escritor irlandês, que lutou pelos direitos das mulheres e contra a exploração das classes trabalhadoras. Foi jornalista, ensaísta, romancista e dramaturgo. Em 1925 lhe foi concedido o Prêmio Nobel de Literatura, que ele queria recusar, por não gostar de honrarias públicas. Sua esposa, contudo, conseguiu que ele o aceitasse como homenagem à sua terra, Irlanda. A quantia, porém, ele rejeitou, pedindo que fosse empregada para financiar a tradução de livros suecos para o inglês.

Duas grandes peças de Bernard Shaw foram “Santa Joana” (sobre Joana D’Arc) e Pigmaleão. A palavra Pigmaleão provém de uma figura da mitologia, um homem que não apreciava mulher alguma e que esculpiu uma como ele a concebia. Apaixonando-se por ela, conseguiu dar-lhe vida. A peça de Shaw é a história de um especialista em fonética que descobre uma florista ambulante, quase mendiga, cujo palavreado consta de muitas gírias. Num desafio a si próprio e a um amigo, decide transformá-la numa dama de alta classe. Em “Pigmaleão”, também foi baseado o conhecido filme “My Fair Lady”.

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Peer Gynt

peça de Henrik Ibsen

Pequeno arranjo de Ruth Salles
sobre a adaptação do original feita para o Colégio Micael,
por:
Ana Cândida M. Zaeslin,
Roberto Mello da Costa Pinto,
Marilda Alface,
Riva Liberman,
Sueli Passerini.

NOTA SOBRE HENRIK IBSEN E SOBRE PEER GYNT

Henrik Ibsen, poeta e dramaturgo norueguês, nasceu em Skien em 1828 e morreu em Christiania (hoje Oslo) em 1906. Foi autor de dramas notáveis, como Casa de Bonecas, Brand e outros. Seu poema dramático Peer Gynt, embora escrito originalmente apenas para ser lido, tornou-se um sucesso teatral tanto na Noruega como em outros países, depois da inclusão da música de Eduard Grieg na peça.

Peer Gynt trata do caminho do ser humano da juventude até a velhice e da luta da alma entre os impulsos instintivos e a auto-consciência. Esse drama demonstra que mesmo um pecador, através do arrependimento sincero, pode alcançar o perdão de Deus. Peer tenta encontrar a si mesmo, e seus conflitos interiores o levam a aventuras fantásticas. Duas mulheres o amam e amparam: sua mãe Aase – para quem ele é sempre uma criança – e Solveig, que vai viver com Peer, o qual fora banido da sociedade. Peer foge e, depois de uma longa vida de experiências de cunho instintivo, alcança por fim a auto-consciência e volta para Solveig, que é fiel em sua espera porque o compreende profundamente e enxerga sua bondade inata. Assim, as orações de Solveig o livram de seus pecados, e ele renasce espiritualmente. A Mulher de Verde, os Trolls e Anitra representam instintos e desejos. A auto-reflexão de Peer ao descascar a cebola e a explosão de desespero um pouco antes do encontro com Solveig são considerados os pontos altos da poesia do drama.

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Na Praça de Toda Gente

peça de Heloisa Borges da Costa

baseada na peça “O Natal na Praça” de Henri Guéon
revisão e colaboração de Ruth Salles

NOTA

Esta peça resultou de uma transformação feita, pela professora Heloisa Borges da Costa, na peça “O Natal na praça” do autor francês Henri Ghéon.

Henri Guéon foi poeta, dramaturgo e crítico literário francês, amigo de André Gide e outros escritores. Sendo também médico, foi para o front na primeira Guerra Mundial, quando então se tornou fervorosamente religioso, converteu-se ao catolicismo e passou a escrever principalmente peças sobre histórias sacras. Morreu em Paris, ainda durante a ocupação nazista da Segunda Guerra Mundial, e não se tornou muito conhecido, dizem que devido ao aspecto religioso dado à sua obra literária.

A professora Heloísa contou com minha colaboração, e as mudanças feitas por ela, na peça de Henri Guéon, tinham como intenção servir, pedagogicamente, às necessidades de sua classe. Também contamos com as preciosas sugestões da diretora da peça, Claudia Apostolo e do artista Adriano Raphaelli.

Procuramos obter músicas ciganas, já que a peça trata de um grupo de ciganos que resolve representar o Natal na praça de um vilarejo.

Ruth Salles

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