Tag: teatro na escola

Teatro para jovens de 12 a 13 anos – orientações pedagógicas

O jovem entre os 12 e 13 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

Por volta dos 12 anos de idade, o jovem entra num período de profundas transformações, tanto no nível físico, quanto emocional e intelectual. No nível físico, a pré-puberdade tem início, caracterizando-se pela gradativa perda da harmonia corporal; os movimentos começam a se tornar angulosos e estabanados, os membros alongam-se e, ao mesmo tempo, uma grande energia e vitalidade manifestam-se, especialmente nos meninos, que precisam se livrar do excesso de forças, seja em esportes mais dinâmicos, seja em confrontos corporais entre eles ou com meninos mais velhos. A diferença entre meninos e meninas cresce cada vez mais. O comportamento das meninas oscila principalmente devido a vivências sentimentais e emocionais.

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Teatro para crianças de 11 anos – orientações pedagógicas

A criança de 11 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

A relação da criança de 11 anos com a Natureza é intensificada pela apresentação do mundo das plantas. A partir da observação, o educador pode levá-la a refletir sobre esse universo silencioso que vai além do visível, além da matéria, com suas leis de desenvolvimento, formas geométricas e metamorfoses. Partindo da relação da paisagem vegetal com seu meio ambiente, surge, por exemplo, a percepção da diversidade regional do Brasil. Através desta abordagem, tem-se o caminho para investigar as diferenças naturais e socioculturais.

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Teatro para crianças de 8 anos – orientações pedagógicas

A criança de 8 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

A perda das características da primeira infância não é brusca. Ao se observar uma criança de 8 anos podem-se notar algumas mudanças: torna-se mais esguia e movimenta-se com maior flexibilidade. As transformações ocorrem paulatinamente durante os três primeiros anos escolares do Ensino Fundamental. Estes formam um período que, do ponto de vista psicológico, pode ser considerado uma unidade. Continuar lendo “Teatro para crianças de 8 anos – orientações pedagógicas”

Santa Clara e São Francisco

peça de Ruth Salles

peça para 3 personagens e coro cantado

NOTA

Esta peça, feita de início para a Escola Travessia, conta, em quatro cenas, a vocação de Francisco de Assis e Clara. Francisco chamava-se originalmente João Bernardone, mas seu pai, rico negociante de tecidos, ao voltar da França, passou a chamá-lo de “francês”, ou seja, Francisco. De Clara, sabe-se que era de família nobre, mas não se tem notícia de seu sobrenome. Clara e Francisco nasceram no século XII, ele por volta de 1181, e ela talvez em 1194. Ambos ouviram o chamado da senhora Pobreza e abandonaram sua vida de riqueza, para viver simplesmente. Em 1209, Francisco conseguiu fundar a Ordem dos Franciscanos, tendo fundado em 1212 a Ordem das Clarissas, para Clara e as mulheres que a seguiram. Consta que até sua mãe e suas irmãs se uniram a ela, e que ela teve, várias vezes, o dom de cura. A figura de Francisco de Assis impressiona por seu amor a toda a humanidade e a toda a Natureza. Antes de morrer, ele já apresentava em seu corpo o milagre dos estigmas das chagas de Cristo. Francisco de Assis compôs o belíssimo “Cântico do Irmão Sol”. Conta-se que o primeiro presépio foi montado por ele, com um boi e um burro de verdade. Segundo uma lenda, nesse momento ele segurou no colo o próprio Menino Jesus. A música eu mesma fiz.        Ruth Salles

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Teatro para crianças de 10 anos – orientações pedagógicas

A criança de 10 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

Aos 10 anos, quase todas as crianças já passaram pela fase de estranhamento frente ao mundo, decorrente do desaparecimento do sentimento de unidade e integração com a natureza e o ambiente, o que prevalecia até por volta dos 9 anos; vislumbram agora a própria individualidade e começam a desenvolver uma fase mais harmoniosa, que deverá durar até aproximadamente os 12 anos. Estas crianças querem estar aqui e agora; muito saudáveis e ativas, sentem grande entusiasmo e curiosidade por tudo que lhes é apresentado.

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A lenda do dragão

peça de Ruth Salles

Esta peça foi criada a partir de um conto homônimo, baseado na mitologia germânica. Esse conto faz parte do livro de Wilhelm Ruland “Die Schönsten Sagen des Rhein” (“As mais belas Lendas do Reno”). Tomei a liberdade de incluir nela uma melodia composta há muitos anos por minha mãe, Julieta Mello e Souza Miranda, para uma canção de sua antiga escola. A letra, naturalmente, é a que fiz conforme a história da peça. Ruth Salles

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A morte de Baldur

peça de Pelham Moffat

tradução e adaptação de Ruth Salles

Esta peça foi traduzida e adaptada da peça homônima do pedagogo escocês Pelham Moffat, encontrada em seu livro “21 Plays for Children”. É uma história proveniente das lendas escandinavas. A morte de Baldur representa a morte das antigas religiões naturais, da consciência em estado de sonho – o crepúsculo dos deuses. É a época em que começa a se desenvolver a capacidade humana do pensamento intelectual, a claridade do pensar. Perde-se Baldur, o deus da luz, mas na antiga lenda há uma insinuação de que isso não será para sempre. A peça tem dois temas musicais.

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Teatro para crianças de 6 a 7 anos – orientações pedagógicas

A criança de 7 anos

Por Cristina Maria Brigagão Abalos, Dora Regina Zorzetto Garcia e Vilma Lúcia Furtado Paschoa.

Em seu faz-de-conta, a criança de 7 anos consegue ser o vento ao se movimentar, crescer como a plantinha, ser o sapo que pula ou o pássaro que voa. Nesta idade, a criança ainda se sente una com o mundo ao seu redor e, em especial, integrada na Natureza. Assim, falar sobre plantas e animais é como que falar sobre ela mesma. Ela ainda não desenvolveu a percepção de ser um indivíduo, de sentir e agir diferenciadamente daquilo que a cerca.

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Uma história de Natal

Peça para marionetes

de Ruth Salles, baseada num conto de Luiza Lameirão

PERSONAGENS: gato, cachorro, galo, galinha, pintinho, periquito maracanã, Sol,
João e Ana, seu José e dona Maria, Anjo.

1° cenário: tudo seco: pitangueira sem pitanga, mangueira sem manga, amoreira sem amora, folhas secas.

O periquito-maracanã, o cachorro, o gato, o galo, a galinha e o pintinho cantam e dançam ou pulam

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O Coelho Branco

de Heloísa Borges da Costa

Esta peça é baseada num conto tradicional português (em Contos Tradicionais Portugueses, seleção de Branquinho da Fonseca). A partir do texto de Luisa Barreto, foi feita a adaptação para o 1º ano de 2007 pela professora Heloísa Borges da Costa. Todos os alunos devem estar em cena o tempo todo; e recitam o texto inteiro, com exceção das falas destacadas. Cada personagem deve ser representada pelo menos por três crianças. As que atuam, voltam para o coro no fim de sua atuação.

PERSONAGENS

Jardineiro (3)
Flores (5)
Princesa (3)
Coelho branco – príncipe (3)
Rei, pai da princesa (3)
Doutores e sábios (4)
Velhinha (3)
Burro (3)
Castelo – Palácio de ouro (4)
Coro de todos

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Uma peça de matemática

peça de Ernst Schuberth

traduzida do inglês e ligeiramente adaptada por Ruth Salles

As crianças representam os números a partir do UM e dentro do UM, e mostram de várias maneiras o que aprenderam. A música pode ser feita pelo(a) professor(a) de música em escala pentatônica.

PERSONAGENS: pequeno Coro à parte e mais as Crianças que se movimentam na frente e que também falam junto.

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A morte de Júlio César

peça de Pelham Moffat
tradução de Lúcia Souza Leite Bruno
adaptação de Ruth Salles

Esta peça foi escrita pelo escocês Pelham Moffat, nascido em 1895. Ele começou sua vida como homem de negócios, mas deixou essa ocupação após perder um braço na primeira guerra mundial. Estudando obras de Rudolf Steiner, veio a se interessar por Educação e ajudou a fundar uma Escola Waldorf em Edimburgo. Lecionando nela, foi nos vinte e seis anos seguintes que escreveu as peças teatrais publicadas no livro “21 Plays for Children”. Ele deixou o ensino em 1965.

Esta peça simplifica, para alunos de 12 anos, o enredo da peça de Shakespeare. Na adaptação para o português, após tradução da professora Lúcia Souza Leite Bruno, a peça foi ligeiramente diminuída, e nela foi acrescentada uma Introdução, em que todos cantam um trecho do livro de Júlio César “Comentarii de Bello Civilli” (Livro III, capítulo XCVIII). Por ser a língua inglesa mais condensada que a portuguesa, vi-me levada a escrever os versos em ritmo decassílabo, o que não era intenção do autor, que os fez em oito sílabas. A música do canto foi feita pela professora de música Maria Helena Isnard, mas pode ser feita outra pela professora de música da classe.

Ruth Salles

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